Perdia-se no tempo..
.. o último Natal e Fim de Ano.
Não podia pedir mais. Sem pedir, aceitei o repto e fui. Lá longe, muito longe, gostei muito de estar. Também pensei que gostaria de ficar para sempre. Talvez um dia parta. Talvez, por opinião de quem sabe, partirei para um novo país que não este último. Quiçá?!.. Cada vez mais, acredito que tenho um filho maravilhoso. È homem. Sei. Mas estou no limiar de o ver ainda “sempre” menino irreverente que, também aprendeu em mim a sê-lo. Estou na fase de aprender a ser alguém com um novo estatuto. Aprende ele. Também aprendo eu a lidar com as coisas novas. Sim, estamos sempre a aprender, mas desta vez tenho de aprender como segurar os passos num novo caminho. Não posso desperdiçar outros passos.
Não foi fácil e não é fácil a minha nova condição. Não foi difícil. Foi a que tinha de ser. Sou consciente que daqui para a frente nada será como dantes.
Nesta breve e sentida estada; abracei, cheirei, toquei, sorri, tomei a semente nascida dele que, sinto, faz a justa geração ser de esperança. Duas semanas de muito frio. Um dia quase deixei de respirar, pufff.. Merecemos todos. Já merecia. Os minutos que por lá longe estive e em paz, foi gratificante. Um estatuto impar.
As experiências quase todas elas novas, foram positivas. Lembrei-me! Fazia muito anos que não tinha um Natal.
Eles mereceram. Mereci. Merecemos e foi muito bom.
Obrigado C, por teres sorrido tantas vezes comigo. Obrigado C, por teres deixado que eu passeasse tantas vezes contigo. Naquele frio tamanho; só nós os dois o: lemos, sentimos, embrulhámos, enganámos. Só nós os dois demos vida àquela rua vazia pelo frio.
C, tu e eu, conseguimos desviar os olhos normais das gentes a serem direccionados para nós, com estima e admiração.
Grrr.. “Córror” de frio.. Todos os dias a, minha menina mais linda e eu, lá íamos ao mesmo passeio, mesmos caminhos, sem nunca as pernas me tropearam na longa caminhada.. num silencio adormecido da menina, agora ela, “a menina dos meus olhos luzentes de felicidade.” Duas horas todos os dias pela manhã, enquanto a maioria dormia, descansava dos seus afazeres.
O frio e alguns olhos.. partilhavam alegrias, ao passarmos por eles.. Olhos amadurecidos, não estranhos.. simpáticos, sorridentes e muito admirados.. É assim o nascer do dia, começava outra vez a nascer para todos. Era estranho quando parava perto delas, não por elas, mas precisava de apalpar a vestimenta, para medir o tamanho da viagem do dia. As pessoas gostavam de ver. Senti que nos seus corações, diziam: E tudo se repete por uma bebe maravilhosa.
Acha família presente e tudo será de novo escrito por Deus.
Ao nos distanciar-mos do centro das pessoas, seguíamos rumos diferente do dia anterior. Hoje optei por segui a rua do stand de automóveis que, ficava na estrada à direita.. Quase que sentia um riso aqui ou ali pelas gentes.. Ninguém acertou, se apostas consumaram..
Enquanto estive, todos os dias de manha aparecia eu e a menina.. no cruzamento, com o meu fantástico vagar.. quantificando o frio e a roupa.. seguia estrada fora.. empurrando as quatro rodas do carro da agora “menina dos meus olhos luzentes de felicidade.”. Lá íamos, muito devagar. Queria contar os campos. Outros dias, contei amigas que deixei noutro país. Seguimos. Fomos e viemos e todos os dias. Repetiu-se a felicidade dela e a minha, todos aqueles dias.. e foi muito bom.
Pelos abraços.. Pela partilha.. Paciência.. Cumplicidade.. Sorrisos.. Risos..
Obrigado filho. Obrigado S minha querida nora.
Fantástico..
Nota: Não posso deixar de te agradecer comovido amiga S. Ofereceste-me uma msg/voz em época natalícia, singular. Não estava, mas podia estar. Só ali eu podia estar. Foi emocionante ouvir as tuas boas palavras, ao chegar. Obrigado. Para ti, sabes.. desejo-te o melhor.
(.. 05Jan'08)
.. o último Natal e Fim de Ano.
Não podia pedir mais. Sem pedir, aceitei o repto e fui. Lá longe, muito longe, gostei muito de estar. Também pensei que gostaria de ficar para sempre. Talvez um dia parta. Talvez, por opinião de quem sabe, partirei para um novo país que não este último. Quiçá?!.. Cada vez mais, acredito que tenho um filho maravilhoso. È homem. Sei. Mas estou no limiar de o ver ainda “sempre” menino irreverente que, também aprendeu em mim a sê-lo. Estou na fase de aprender a ser alguém com um novo estatuto. Aprende ele. Também aprendo eu a lidar com as coisas novas. Sim, estamos sempre a aprender, mas desta vez tenho de aprender como segurar os passos num novo caminho. Não posso desperdiçar outros passos.
Não foi fácil e não é fácil a minha nova condição. Não foi difícil. Foi a que tinha de ser. Sou consciente que daqui para a frente nada será como dantes.
Nesta breve e sentida estada; abracei, cheirei, toquei, sorri, tomei a semente nascida dele que, sinto, faz a justa geração ser de esperança. Duas semanas de muito frio. Um dia quase deixei de respirar, pufff.. Merecemos todos. Já merecia. Os minutos que por lá longe estive e em paz, foi gratificante. Um estatuto impar.
As experiências quase todas elas novas, foram positivas. Lembrei-me! Fazia muito anos que não tinha um Natal.
Eles mereceram. Mereci. Merecemos e foi muito bom.
Obrigado C, por teres sorrido tantas vezes comigo. Obrigado C, por teres deixado que eu passeasse tantas vezes contigo. Naquele frio tamanho; só nós os dois o: lemos, sentimos, embrulhámos, enganámos. Só nós os dois demos vida àquela rua vazia pelo frio.
C, tu e eu, conseguimos desviar os olhos normais das gentes a serem direccionados para nós, com estima e admiração.
Grrr.. “Córror” de frio.. Todos os dias a, minha menina mais linda e eu, lá íamos ao mesmo passeio, mesmos caminhos, sem nunca as pernas me tropearam na longa caminhada.. num silencio adormecido da menina, agora ela, “a menina dos meus olhos luzentes de felicidade.” Duas horas todos os dias pela manhã, enquanto a maioria dormia, descansava dos seus afazeres.
O frio e alguns olhos.. partilhavam alegrias, ao passarmos por eles.. Olhos amadurecidos, não estranhos.. simpáticos, sorridentes e muito admirados.. É assim o nascer do dia, começava outra vez a nascer para todos. Era estranho quando parava perto delas, não por elas, mas precisava de apalpar a vestimenta, para medir o tamanho da viagem do dia. As pessoas gostavam de ver. Senti que nos seus corações, diziam: E tudo se repete por uma bebe maravilhosa.
Acha família presente e tudo será de novo escrito por Deus.
Ao nos distanciar-mos do centro das pessoas, seguíamos rumos diferente do dia anterior. Hoje optei por segui a rua do stand de automóveis que, ficava na estrada à direita.. Quase que sentia um riso aqui ou ali pelas gentes.. Ninguém acertou, se apostas consumaram..
Enquanto estive, todos os dias de manha aparecia eu e a menina.. no cruzamento, com o meu fantástico vagar.. quantificando o frio e a roupa.. seguia estrada fora.. empurrando as quatro rodas do carro da agora “menina dos meus olhos luzentes de felicidade.”. Lá íamos, muito devagar. Queria contar os campos. Outros dias, contei amigas que deixei noutro país. Seguimos. Fomos e viemos e todos os dias. Repetiu-se a felicidade dela e a minha, todos aqueles dias.. e foi muito bom.
Pelos abraços.. Pela partilha.. Paciência.. Cumplicidade.. Sorrisos.. Risos..
Obrigado filho. Obrigado S minha querida nora.
Fantástico..
Nota: Não posso deixar de te agradecer comovido amiga S. Ofereceste-me uma msg/voz em época natalícia, singular. Não estava, mas podia estar. Só ali eu podia estar. Foi emocionante ouvir as tuas boas palavras, ao chegar. Obrigado. Para ti, sabes.. desejo-te o melhor.
(.. 05Jan'08)

1 comentário:
Meu doce amigo, tinha saudades tuas. Procurei-te.. e só consegui encontrar a tua "maquina guardadora de vozes". HeHe. Fico feliz pelos momentos coloridos que viveste. Adorei a nova foto :)
Beijo doce S
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