.. Eu sou! Finjo menos, poizé.
Não tenho bases científicas para vos dizer a razão de escrever “bué” de vezes a palavra, poizé. Gosto desta palavra como gosto de outras que, aqui e ali, aprendi com seres tolos como eu. Poizé. Aprendo ainda muitas coisas. Também aprendo só o que quero. Também gosto muito de aprender outras coisas.
Poizé é, um calão como outro qualquer que ultimamente todos queremos com mais ou menos coragem criar. Estamos na era da criação. Quiçá, deve parecer mal conhecermos alguns novos irmãos e não escrevermos como eles. Penso nos brasileiros. Brasileiras também. Angolanos não! Esses são compatriotas, dizem. Esta palavra é toda ela bem “portuga”, nada de misturas.
Antes de continuar, deixo uma recomendação! Poizé, escreve-se com um “z” e não com um “s” como vejo vezes demais por ai.
Poizé, falar de medos é coisa que sou capaz. Sou também um falador destas merdas. Digo eu.
Sou inseguro, não mais do que qualquer outro. Só sou mais livre. Mostro-me aos outros. Toda a minha maneira de ser.
Como uma nova amiga (SN) diz para mim; és um medricas! Eu aceito. Vindo da voz dela. Belíssima rapariga-mulher. Quando a olho, só me aparecem ilusões nos olhos e também nos sonhos. Qualquer coisa que me queira dizer e de mim, aceito. Gosto dela assim. Nua também iria gostar muito. Gosto muito dela. Por isso, deixo-a dizer-lhe tudo. Fica-lhe tão bem. Eu gosto de lhe sorrir.
Gosto de ser inseguro quando estou com uma mulher. Acho mesmo que o sou. Principalmente com as mais bonitas. Quase sempre sinto que sou só eu. Mesmo que veja homens por perto.
Gosto de ver o mundo dos medos. Temores, gente insegura sempre a pensar que os outros é que são seguros. Infelizmente, ou melhor, felizmente, somos todos inseguros. Tímidos, comidos por dúvidas e hesitações.
O modo como lidamos com isso é que varia e dá a ilusão de sermos diferentes. Cada um adopta os seus alarmes à sua maneira. Eu já escrevi que utilizo novos alarmes em desfavor das mulheres que acham que são mais bonitas do que a beleza que lhes vejo dentro.
Quando era novo, pensava que percebia de mulheres. Adivinhava-as melhor quanto mais afastado estava. Pensava que de longe as saberia ler melhor os lábios. O interior. Os nervos. As almas. As faltas de coragem. Olhos e isso tudo. Coisas que eu pensava em vez de ir jogar à bola.
Posso dizer com alguma certeza que os homens ficam amuados, de trombas quando se embaraçam. As mulheres riem-se muito.
A pergunta é atirada para a minha inteligência tacanha. Afinal qual das duas atitudes é a melhor?
Estamos num mundo que constantemente nos embaraça. Ultrapassa. Amassa. Trapaça. As gentes dos “média” estão sempre a dizer-nos como devemos viver. Fazer. Adoptar; atitude precisa-se, mas em termos humanos, cada um sabe de si. Quero ser humano! Apesar de alguns grupos, sociedades quererem que sejamos feitos à medida deles.
A pergunta, posso colocar de modo mais acessível. Qual o atitude que melhor garante, mais hipóteses nos dá, de nos irmos safando?
O siso ou o riso?
Ou será tão falsa como a história do capuchinho - vermelho e o lobo?
Quando o capuchinho atravessa a floresta, não é só ela que pergunta: encontrarei o lobo? Serei capaz de chegar a casa da avó?
Acontece que o lobo também tem as suas dúvidas! Temores! Pensa as mesmas questões; encontrarei a capuchinho? Terei forças para a apanhar?
O modo como lidamos com estas merdas é que varia. Alguns conseguem iludir-nos melhor. A ilusão é sermos diferentes.
Poizé! Só não vê quem não quer viver.
(.. 29jan’08)
Não tenho bases científicas para vos dizer a razão de escrever “bué” de vezes a palavra, poizé. Gosto desta palavra como gosto de outras que, aqui e ali, aprendi com seres tolos como eu. Poizé. Aprendo ainda muitas coisas. Também aprendo só o que quero. Também gosto muito de aprender outras coisas.
Poizé é, um calão como outro qualquer que ultimamente todos queremos com mais ou menos coragem criar. Estamos na era da criação. Quiçá, deve parecer mal conhecermos alguns novos irmãos e não escrevermos como eles. Penso nos brasileiros. Brasileiras também. Angolanos não! Esses são compatriotas, dizem. Esta palavra é toda ela bem “portuga”, nada de misturas.
Antes de continuar, deixo uma recomendação! Poizé, escreve-se com um “z” e não com um “s” como vejo vezes demais por ai.
Poizé, falar de medos é coisa que sou capaz. Sou também um falador destas merdas. Digo eu.
Sou inseguro, não mais do que qualquer outro. Só sou mais livre. Mostro-me aos outros. Toda a minha maneira de ser.
Como uma nova amiga (SN) diz para mim; és um medricas! Eu aceito. Vindo da voz dela. Belíssima rapariga-mulher. Quando a olho, só me aparecem ilusões nos olhos e também nos sonhos. Qualquer coisa que me queira dizer e de mim, aceito. Gosto dela assim. Nua também iria gostar muito. Gosto muito dela. Por isso, deixo-a dizer-lhe tudo. Fica-lhe tão bem. Eu gosto de lhe sorrir.
Gosto de ser inseguro quando estou com uma mulher. Acho mesmo que o sou. Principalmente com as mais bonitas. Quase sempre sinto que sou só eu. Mesmo que veja homens por perto.
Gosto de ver o mundo dos medos. Temores, gente insegura sempre a pensar que os outros é que são seguros. Infelizmente, ou melhor, felizmente, somos todos inseguros. Tímidos, comidos por dúvidas e hesitações.
O modo como lidamos com isso é que varia e dá a ilusão de sermos diferentes. Cada um adopta os seus alarmes à sua maneira. Eu já escrevi que utilizo novos alarmes em desfavor das mulheres que acham que são mais bonitas do que a beleza que lhes vejo dentro.
Quando era novo, pensava que percebia de mulheres. Adivinhava-as melhor quanto mais afastado estava. Pensava que de longe as saberia ler melhor os lábios. O interior. Os nervos. As almas. As faltas de coragem. Olhos e isso tudo. Coisas que eu pensava em vez de ir jogar à bola.
Posso dizer com alguma certeza que os homens ficam amuados, de trombas quando se embaraçam. As mulheres riem-se muito.
A pergunta é atirada para a minha inteligência tacanha. Afinal qual das duas atitudes é a melhor?
Estamos num mundo que constantemente nos embaraça. Ultrapassa. Amassa. Trapaça. As gentes dos “média” estão sempre a dizer-nos como devemos viver. Fazer. Adoptar; atitude precisa-se, mas em termos humanos, cada um sabe de si. Quero ser humano! Apesar de alguns grupos, sociedades quererem que sejamos feitos à medida deles.
A pergunta, posso colocar de modo mais acessível. Qual o atitude que melhor garante, mais hipóteses nos dá, de nos irmos safando?
O siso ou o riso?
Ou será tão falsa como a história do capuchinho - vermelho e o lobo?
Quando o capuchinho atravessa a floresta, não é só ela que pergunta: encontrarei o lobo? Serei capaz de chegar a casa da avó?
Acontece que o lobo também tem as suas dúvidas! Temores! Pensa as mesmas questões; encontrarei a capuchinho? Terei forças para a apanhar?
O modo como lidamos com estas merdas é que varia. Alguns conseguem iludir-nos melhor. A ilusão é sermos diferentes.
Poizé! Só não vê quem não quer viver.
(.. 29jan’08)

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