“As pessoas querem viver bem na vida, sem quererem saberem que a verdadeira felicidade está na forma como se chega ao final. Construção.”
Sempre me atraiu o longe. O perto sufoca-me e esse nunca quis conhecer-me melhor, isto é, deixar viver as minhas decisões, já que os maiores sacrifícios, esses, faço-os tão bem. No longe está-se longe. Pelo menos vamos na ilusão. O que esperam de nós é sempre muito, quase sempre excessivo, pode até ser interesseiro, e tudo fica pior, quando não o conseguimos.
Neste momento tudo é melancólico. Tudo em mim fora antes. As lágrimas estão presentes nos olhos do coração. As lágrimas. Não sei até quando. É o destino. Suspenso. É como estou agora, suspenso, até retirar se conseguir, a corda que me enrola a pescoço da cabeça do coração.
É que não encontro outra melhor solução, saída. Tudo me parece sem propósito. A minha última decisão aliviou-me e foi com prazer que adormeci, estava muito cansado, muito doente, mas ninguém quis saber como me sentia. Ainda tenho a doença agarrada a mim.
Vive-se. Tudo segue o mesmo do mesmo. Repetem-se as coisas. As mesmas. A vida não pode ser vivida assim. Viver assim sufoca dois, pelo menos um. Adoece-se. Dizia-lhe veementemente que não devia ser assim, mas no fundo sem qualquer convicção. As mesmas palavras saíam de mim todos os dias. Passei a viver calado dentro de mim. Triste. Acomodei-me, agarrando-me só a mim.
Conheço humanos que bastem. Mas que sei afinal de ti?
Não sei se fico ou se irei para nenhures. Sei é que os dias nos criam hábitos e não passo nenhum sem ir ao café, beber um café e ler o jornal. Só acordo assim.
Continuo a não entender, a não perceber nada de nada com os olhos postos no mistério de tudo. De todas as coisas. De todos os actos. De todas as palavras. De tudo o que eu senti.
Eu porquê? Não mereço.
Só o que se partilha cresce, os laços crescem, mas isso já eu sei. Nada de mais próximo, nada de mais distante do que duas almas que se amam. Amam?
Destrói a tua casa e constrói-a num amor igual à tua imagem e adoecerás.
Aliviei de tanto crer, Bem Te Quero,
Sempre me atraiu o longe. O perto sufoca-me e esse nunca quis conhecer-me melhor, isto é, deixar viver as minhas decisões, já que os maiores sacrifícios, esses, faço-os tão bem. No longe está-se longe. Pelo menos vamos na ilusão. O que esperam de nós é sempre muito, quase sempre excessivo, pode até ser interesseiro, e tudo fica pior, quando não o conseguimos.
Neste momento tudo é melancólico. Tudo em mim fora antes. As lágrimas estão presentes nos olhos do coração. As lágrimas. Não sei até quando. É o destino. Suspenso. É como estou agora, suspenso, até retirar se conseguir, a corda que me enrola a pescoço da cabeça do coração.
É que não encontro outra melhor solução, saída. Tudo me parece sem propósito. A minha última decisão aliviou-me e foi com prazer que adormeci, estava muito cansado, muito doente, mas ninguém quis saber como me sentia. Ainda tenho a doença agarrada a mim.
Vive-se. Tudo segue o mesmo do mesmo. Repetem-se as coisas. As mesmas. A vida não pode ser vivida assim. Viver assim sufoca dois, pelo menos um. Adoece-se. Dizia-lhe veementemente que não devia ser assim, mas no fundo sem qualquer convicção. As mesmas palavras saíam de mim todos os dias. Passei a viver calado dentro de mim. Triste. Acomodei-me, agarrando-me só a mim.
Conheço humanos que bastem. Mas que sei afinal de ti?
Não sei se fico ou se irei para nenhures. Sei é que os dias nos criam hábitos e não passo nenhum sem ir ao café, beber um café e ler o jornal. Só acordo assim.
Continuo a não entender, a não perceber nada de nada com os olhos postos no mistério de tudo. De todas as coisas. De todos os actos. De todas as palavras. De tudo o que eu senti.
Eu porquê? Não mereço.
Só o que se partilha cresce, os laços crescem, mas isso já eu sei. Nada de mais próximo, nada de mais distante do que duas almas que se amam. Amam?
Destrói a tua casa e constrói-a num amor igual à tua imagem e adoecerás.
Aliviei de tanto crer, Bem Te Quero,
(..26Mar’09)
