“Estava sentada no começo das escadas. Tinha vestido, de propósito, a saia nova cor-de-rosa com a esperança de lhe parecer irresistível. Se assim fosse seria a primeira vez.
Em frente só tinha a porta. Uma porta grande de ferro pintada de verde, semi-aberta. Pelas sombras dos passos que se ouviam na rua deserta, tentava adivinhar quem era.
No pensamento um sentimento estranho... Uma mistura entre o querer ver a "aquela" cara e o medo que a "aquela" presença lhe impõe.
O relógio marcava a hora da visita especial das terças-feiras. Desta vez o ponteiro dos minutos continuava e a visita não chegava. Ou melhor já teria chegado? Teria naquele dia vindo mais cedo?
Traçou as pernas inúmeras vezes. Viu todos os minutos passarem. Tentou sair dali em pensamento.
Tudo em vão. A ansiedade não diminuiu. Nem os sonhos desapareceram.
Percebeu, sem saber bem porquê, que nada daquilo fazia sentido. Levantou-se e saiu. Foi naquele momento que desistiu.”
Com o meu propósito: "EU SUPRIREI TODAS AS TUAS NECESSIDADES". [Filipenses 4:19]
(.. 09Mar'09)
[Histórias velhas do meu baú. Não me lembro qual o livro, nem autora, onde copiei este fragmento.]
Em frente só tinha a porta. Uma porta grande de ferro pintada de verde, semi-aberta. Pelas sombras dos passos que se ouviam na rua deserta, tentava adivinhar quem era.
No pensamento um sentimento estranho... Uma mistura entre o querer ver a "aquela" cara e o medo que a "aquela" presença lhe impõe.
O relógio marcava a hora da visita especial das terças-feiras. Desta vez o ponteiro dos minutos continuava e a visita não chegava. Ou melhor já teria chegado? Teria naquele dia vindo mais cedo?
Traçou as pernas inúmeras vezes. Viu todos os minutos passarem. Tentou sair dali em pensamento.
Tudo em vão. A ansiedade não diminuiu. Nem os sonhos desapareceram.
Percebeu, sem saber bem porquê, que nada daquilo fazia sentido. Levantou-se e saiu. Foi naquele momento que desistiu.”
Com o meu propósito: "EU SUPRIREI TODAS AS TUAS NECESSIDADES". [Filipenses 4:19]
(.. 09Mar'09)
[Histórias velhas do meu baú. Não me lembro qual o livro, nem autora, onde copiei este fragmento.]

2 comentários:
Gostei particularmente deste texto... Vai-se lá saber a razão...;)
Quando me surge, mal abri esta página do teu blog,a palavra "Desisti", eu estremeci!Mas, a voz do meu silêncio cala a voz do meu estremecer...:)
À medida que fui lendo, fui vendo curtas metragens de algumas das minhas "desistências". E,também, de repente, tudo se encaixou... Eu só desisti uma única vez na minha vida,e essa desistência foi de mim mesma!
A partir desse momento cruel , decidi que mais um dos caminhos que queria para mim, era nunca mais desistir, muito menos de mim mesma e dos meus sonhos...
Lutarei por a Manuela e por a realização dos seus sonhos... Sei que o facto da minha não desistência, resultará em sorrisos florescidos...:)
Entendo a tua "ruindade", quando escreves estas e outras que só tu sabes e consegues tão, mas tão bem.
Sei pouco de ti, mas o bastante para saber: enquanto respiras nunca desistes.
É bom continuar a ler o teu canto.
;)
Beijo
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