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domingo, 24 de julho de 2005

Relacionamento FANTÁSTICO!

Ainda sobre relacionamentos, sejam eles quais forem e continuando a pensar nas relações de amizade que algumas pessoas que conheço partilham, não partilhando eu da mesma maneira de estar, apetece-me escrever, ou pior, tentar justificar e/ou fazer pensar, porque algumas pessoas criam determinadas amizades com poucas estruturas no verdadeiro ou na base do respeito?
Apesar de momento reflectir sobre o assunto este, contínua a ser um grave problema nas relações de indivíduos com estrutura emocional sensível. Penso eu, que os indivíduos de estrutura mais sólida, conseguem ultrapassar no início e no tempo a este tipo de problema, gosto mais de dizer são mais condicionais com futuros imprevisíveis.

Seja qual for a nossa relação de amizade, conjugal ou profissional, ela não é qualquer coisa de estático. Assim como nós crescemos e evoluímos, também a relação que temos deve evoluir, tornando-se mais forte. Alimentar uma relação, coloca-nos o reconhecer o quão importante é o outro para nós, em cada dia da nossa vida. Falar dos outros é por vezes inoportuno e negativo, tendo muitas vezes os dois (a própria relação), necessidade de falarem sobre si mesmo. Existirá alguém que, irá sentir-se imperfeito.

A durabilidade dos casamentos neste momento, encontra-se directamente relacionada com a forma como as pessoas encaram a própria relação conjugal. A relação existe enquanto for compensadora do ponto de vista afectivo e emocional. Quando deixa de ser, equaciona-se se valerá a pena continuar. Eu senti, eu observo e nunca aprendi na escola.

Enumero algumas, quiçá, principais razões, de cortes na relação:

- Individualismo exacerbado
- Preocupação de realização pessoal e profissional
- Difícil conciliação (realização pessoal e/ou profissional) com a família
- A não, aceitação das diferenças
- A inexistência de tempo a dois
- Dificuldades de comunicação
- Falta de investimento e partilha
- Cansaço de uma relação infeliz em que nenhum dos dois se sente feliz.

Trabalho árduo…
Manter uma relação saudável exige trabalho e dedicação. Não é fácil a solução, mas impossíveis não existem. Sei, senti, que não é possível defender uma relação se um não estiver disponível para a solução. É normal quando na falta de comunicação, numa qualquer discussão, alguém dizer; Eu puxo para um lado e tu puxas para o outro. Ou, Não vale a pena dar mais, porque tu não queres. Três fantásticas, dicas.

1 - Discutir é saudável.
Discutir com respeito e sem agressão é normal e saudável numa vida a dois!

Aprendi um conceito FANTÁSTICO de um relacionamento: Quando emitimos uma opinião ao nosso parceiro, o tom de voz aumenta na medida proporcional ao nosso afastamento do outro. Engraçado que Paulo Coelho diz, O coração afasta-se tanto que até perdemos a voz…


2 – Saiba comunicar.
Comunicar o que pensamos e o que sentimos, respeitando o que o outro pensa, será seguramente o caminho para uma relação de sucesso!

Uma maneira segura, é pedir sempre uma opinião sobre algo ao seu parceiro mesmo que já saibamos o que vai ser. Isto é partilhar. Por vezes achamos, Já sei a opinião de “X” para que lhe pedir… Engano. Vale a pena falar sobre o assunto e é este pedir “verdadeiro” que o amor cresce e melhor, por vezes (para mim sempre) a opinião é sempre mais fantástica do que imaginávamos. Fazer o outro ser importante para nós é fantástico no nosso dia a dia. Por outro lado, refrear o que sonhamos ou sentimos do nosso dia a dia sem o conseguirmos comunicar ao nosso parceiro, é deveras sintoma de que qualquer coisa já não anda bem. A ansiedade silenciosa aparece e a dor toma-nos.

3 – Invista na relação.
A maioria das pessoas não investe numa relação. Casam por paixão e esquecem que este sentimento é efémero. Invista nas coisas importantes. Ninguém pode ser mais importante do que o nosso parceiro (consegue pensar nesta última?).

Continuo em busca se as amizades se constroem de fora para dentro ou vice-versa. Quais as motivações que nos levam a encontrar/aceitar, amizades tão diferentes de nós? O que nos obriga a ceder de nós? Afinal, quem somos nós? O que ganhamos de positivo para a nossa vida com amizades tão disformes da nossa personalidade? E por fim, que tipo de ganho temos para o nosso relacionamento actual?


É importante estar consciente de que o outro não tem a responsabilidade de nos fazer felizes, pois essa responsabilidade é só nossa.

(.. 24Jul'05)