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sábado, 16 de julho de 2005

Ensaios (03) Divagações.

Amei devagar, não tinha adormecido
mas porem, não é que o sono veio de mansinho
e o meu acordar não chegou.
(eu)


Dos meus sentires

De novo e muito bem instalado na minha profissão de fim-de-semana, solitário qb, volto às minhas divagações do meu vício de olhar. Questiono tantas vezes se saberei olhar ou se sou um eterno adepto dos pequenos nadas que me viciam.

Desejo o que sinto quando olho. Gosto de alternar o mau pelo simples, quiçá se troco o simples pelo difícil. Algumas almas amigas expressam que sou muito delicado. Gosto de observar o nada. Gosto de ser irreverente no trocadilho do que nada enxergo.

- a vida tem das suas traquinices...
- se olhares bem, sei que te sentes sempre bem.
- num momento, as estrelas não tem mais sentido.
- no momento que me olhas, o sonho transborda, a fantasia toma-te,a realidade é fugires para mim
- sei pouco das coisas do sonho, tento, sei que tento, mas sou tomado de olharesenvergonhados, conseguindo que eu nada seja.
- se um dia te aproximares, sentiras o perfume que sonhas e outro lugar não existirá mais.
- a paixão não assusta, mas já não o digo do amor.
- irei com a reflexão e o saber que hoje olhei-te melhor do que ontem.
- fico sem forças de sentido, sabendo da partilha.


Eterno choramingas, como eu gosto de sentir quando observo as multidões que me encaram. Gosto de habitar no silêncio da quietude. Mas curioso é o facto de em qualquer momento eu sentir o aceno da alma para procurar as multidões. O sorriso me arrebata esses instantes. Gosto de ouvir os passos apertados das multidões que se cruzam, das gentes que me enfeitiçam, e sempre, consigo encontrar quem me desfaz a alma. Ahhh, existe sempre alguém que nos passa e nos faz morrer naquele momento. Tropeço sempre no dilema se conseguiria viver ou só toca-la.
Nem sei qual das duas a melhor conclusão. Sei que esse deleite é sempre incessante, tem a ver com decepções, ausências, quiçá o andar perdido por consciência e não querer abrir por cagaço, mais porta alguma.
De novo olho. Lembro-me de outros tempos que procurava as melhores tarefas para sentir a adrenalina subir. Lembro-me que tinha deleites em filmes de terror, coisa que hoje não consigo sustentar. Hoje morro por filmes que me façam agitar a alma. Filmes que consigam dizer-me que o Branco é Preto e melhor ainda que o Sol não é a cor que todos pensamos ver, sim, o Sol é verde.

Pois… lá estou eu a divagar o que não consigo acabar… e elas, as amigas, a replicarem de novo: óh homem desembucha, deixa de ser piegas…

ahahahahahah
Como gosto de aljôfar as lágrimas que não tenho e as que não escapam com medo de defrontarem as minhas realidades. A minha nova adrenalina é Fantástica :)

(.. 16jul'05)

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