PARTE 2
Foi premeditado, se te deixei de comover, de divertir, de te inspirar, minha querida amiga do meu fraco e carente coração. Se perdi a capacidade de te ferir e fazer sangrar, foi sem querer. Foi sem querer se te copiei, para não te perder, para não perceberes que se calhar eu, não era mais capaz. Foi sem querer que se calhar não fui mesmo capaz – a preguiça disfarça o meu corpo e os sentidos necessitam de mais minutos e não de dias.
Sempre como te disse, pertenci ao clube dos fortes, imagem que eu sem jeito quero impor a mim e aos outros. Sempre me senti um campeão do nada, mas quando sinto o amor, fraquejo. Afinal não sou nada daquilo que pensava ser, nem aquilo que mostro ser, mas amo a minha nova irreverência, mesmo com todos os medos, eu gosto e sinto-me fantástico.
Amas-me por prazer, pois só o prazer entrega-se há arte que o amor é. Dás e recebes. Amo de narcisismo e vontades de estar dentro. O poder, esse foi sempre nosso, partilhado. Não és menos amada por dares só o que te peço. Sei que, nunca te ocorreria correr de extintor na mão para me salvares de algo que não tivesses detectado ainda. Concebo a circunstância e tu decantas, depois rebates no teu interior: O sonho existe!
Entendo que o sonho se constrói com outro sonho igual, mas no sonho, tem que existir vontade de estar dentro do amor.
Foi premeditado, se te deixei de comover, de divertir, de te inspirar, minha querida amiga do meu fraco e carente coração. Se perdi a capacidade de te ferir e fazer sangrar, foi sem querer. Foi sem querer se te copiei, para não te perder, para não perceberes que se calhar eu, não era mais capaz. Foi sem querer que se calhar não fui mesmo capaz – a preguiça disfarça o meu corpo e os sentidos necessitam de mais minutos e não de dias.
Sempre como te disse, pertenci ao clube dos fortes, imagem que eu sem jeito quero impor a mim e aos outros. Sempre me senti um campeão do nada, mas quando sinto o amor, fraquejo. Afinal não sou nada daquilo que pensava ser, nem aquilo que mostro ser, mas amo a minha nova irreverência, mesmo com todos os medos, eu gosto e sinto-me fantástico.
Amas-me por prazer, pois só o prazer entrega-se há arte que o amor é. Dás e recebes. Amo de narcisismo e vontades de estar dentro. O poder, esse foi sempre nosso, partilhado. Não és menos amada por dares só o que te peço. Sei que, nunca te ocorreria correr de extintor na mão para me salvares de algo que não tivesses detectado ainda. Concebo a circunstância e tu decantas, depois rebates no teu interior: O sonho existe!
Entendo que o sonho se constrói com outro sonho igual, mas no sonho, tem que existir vontade de estar dentro do amor.
Sabes bem que me é difícil viver sozinho, o de agora e, não o de ontem.
Gosto de visitas inesperadas que nunca tenho. Sonho com um aniversário que nunca tive. É tal a minha ansiedade de tantas coisas simples a começar pelo viver, que acho, que nunca ninguém o fará pensando, que não sou desses coitados, necessitado - ele não necessita dessas coisas - dizem as gentes comuns. Sou pobre de vida, vivendo o necessário. Complicado de emoções de coração, fugindo do amor que sinto que não é para toda o sempre e até ao fim dos tempos.
Faz-me falta a música para dançar ao teu lado nesta “nuance” em que vivo.
Não posso dizer que tenha gostado do último dia. Não gostei particularmente do minuto que me fugia e eu como tu bem sabes, vivo de tempo e não de sensações rápidas e boas, por mais que elas e tu me levem ao céu vezes sem fim, atingindo a fronteira do meu sentido. Vivo de tempo, muito tempo, sabes bem e sabes-me muito bem. Minhas ejaculações, são executadas no vagar do tempo e só o tempo me dá a melhor das ejaculações. Nada como a libido para viver minutos de paz enterradas em mim. Sabes? Para contigo também, porque sempre soubeste que eu sou assim desde o primeiro dia, cheio de tempo para viver e tempo para te estar dentro. Gostei principalmente da tua nossa, última confirmação: Aprendemos a ouvir o cantar do nosso suor, Fantástico!
Acho que disfarço bem: Sou o amigo meiguinho de que eu e não tu, precisava. Contamos coisas, e outra vez as coisas que nos fazem mover no nosso viver. Fiz-te festas, dei-te carinho, e sei que me satisfiz, apesar do tempo limitado, queria sempre mais e, é sempre tão pouco, apesar de para outras gentes, as vinte e quatro horas serem sempre um atropelo e um perder de energias sem retornos adicionais. Nós verificamos que é no momento de um olhar e de uns quantos orgasmos e ejaculações que o abraço nos dá a energia para respirarmos, e eu gosto do que tu me dás, oferecendo-me em constantes minutos. A satisfação é recíproca com o minuto que me dás, mas sabes que morro sempre pelo minuto que não temos.
Durmo sempre mal depois e nessa noite. Aos amigos exigimos alguns sacrifícios mas, eu não sou o teu amigo, muito menos “esse, ou outros quaisquer”. De resto, sacrifício é uma palavra feita para a tristeza dos que são crentes, como eu. E tu acreditas tanto no probatório.
(Parte II de IV - Ainda não me apetece acabar)
(Parte II de IV - Ainda não me apetece acabar)
(.. 26Ago'05)

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