| Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas | Sentimentos | Frustrações | Desabafos | Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas | Sentimentos | Frustrações | Desabafos | Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas | Sentimentos | Frustrações | Desabafos | Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas | Sentimentos | Frustrações | Desabafos | Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas | Sentimentos | Frustrações | Desabafos | Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas |

sexta-feira, 26 de agosto de 2005

Recordadores Profissionais (4) fim

PARTE 4

As gabadas descobertas do amor pareceram-me sempre pura ginástica da imaginação. O amor é um assunto leve mas que todos achamos que é de pesos, gosto de dizer, é de encadeamentos – oh, que bem me lembro. Uma trabalheira de flores, poemas ausências estudadas, presenças enigmáticas, um infinito de sonhos que se repetem sempre e por ordem na muda para outro qualquer amor.
Ama-se porque necessitamos de alguém que nos diga que somos bons ou melhor que, nos diga que somos melhores que outros em coisas muito íntimas. O nosso ego por si só não nos chega, a auto-estima evapora-se por sonhos ou esperanças, quiçá expectativas inoperantes? Somos levados por coisas materiais. Isso é coisa que atrofia, faz-nos ser animais mal estimados, quiçá egoístas e perdidos nos falsos olhares e sentimentos.

O amor justifica-se, pela sem razão que o inspira – como se o amor não nascesse e morresse sempre em razão do tom de uns olhos, da curva de uma cintura, de um certo espanto do nosso dela cheiro, da química especifica do sexo, e que dizer daquele sorriso iluminado ou daquelas palavras sem nunca nos termos olharmos?
Os erros que sobram atribuímos à amizade. E quando milhares de vezes, queremos que a amizade pelo menos essa, fique? Acabamos por considerar o erro, como sendo o destino.
É exagero substituir um amor que desvanece, por uma amizade. Só se consegue esse estado de graça em gentes adultas. Enquanto houver paixão ou reflexos de amor em algum, não é possível a amizade ficar, muito menos pedir.
Mas quem quer cansar-se a ouvir falar do mal e do bem? Quem quer comprometer-se até à morte com os defeitos e qualidades do outro, apenas em troca desse nada imenso que é a amizade? O maior desafio é o amor, amor de verdade e esse estado não se escolhe.
O amor não se define, nem o tento fazer. Falo de coisas concretas e não de sonhos. Mas os meus medos existem porque reconheço que muitas gentes não amam, mas só e simplesmente se gostam. O amor no meu pensar, tem muito mais a ver com a disposição do que se está disposto a perder para tudo ganhar e isso é o maior valor do amor.

Porque te escolhi? Porque não sou capaz de estar ao teu lado em todas as ocasiões (os teus meus dias negativos)?
Se tivéssemos nascido no mesmo lado da ponte, mesmo aqui deste lado do rio das escolhas fundamentais, não se explicava tudo e quem sabe nem te olharia, nem tu me querias olhar dentro.
Eu escolhi-te, sim, por uma ou duas qualidades, afinidades essenciais – mas essas afinidades não explicam toda a nossa história.

Só vivendo a mudança se pode avaliar o amor e a dor. A amizade, essa quero-a sempre para segundo plano. Vivo da razão de um bom abraço com muito amor. O amor forte, cheio de caminhos caminhados, sempre diferente, verdadeiro, sonhador, sim é esse o meu caminho de viagem para um céu que sonho desde criança. O sexo está para o amor como eu estou para o sexo, sem amor não vivo, sem sexo não respiro. Como a vida no tempo, um tempo vagaroso, inócuo e sem perdas de outras razões que não sejam as do amor. Havendo amor nada se perde, tudo deixa de ser fugaz, tudo tem sentido, tudo tem mais luz e estrelas, mesmo que essas já não as veja, é simplesmente bom e fantástico sonhar com tudo isso.
Quero continuar a recordar o meu sentido de vida, a minha criança, a minha fantasia e sentir-me fantástico mesmo que seja só eu a olhá-la.


(Parte IV de IV – FIM - Talvez um dia queira escrever mais, sobre o nada)

(.. 26Ago'05)

Sem comentários: