.. minha filha.
"Um dia serei de alguém a tempo inteiro.."
O teu rosto ocupa-me inteiramente.
Quantas vezes escrevi que, queria fugir para dentro de ti? Invadir-te com fúria de te ver ininterruptamente, de não conseguir impedir-me de ficar especado a olhar-te?
Tu fazes pior. Ficas calada e deixas-te invadir. É bom.
Merda! Nunca sei se estamos a dar ou a receber.
As tuas pouquíssimas letras eram ricas, as que conseguem chegar-me. Eram. Estou sempre com a mesma conversa. Sou assim mesmo, menino maricas com aquela necessidade de amor dado com troca de salivas dentro de mim, por ti. Apetece-me gritar debaixo da língua - Cala-me, com a tua boca!
Não tenho mão na minha memória. De ti e sobre ti, só me lembro do bem. O mal, que faz falta – que me fizeste – escapa-me, esqueço, sei, não interessa.
Esses teus olhos de água suja – quem pode cansar-se de cair neles?
De ti e porque a vida assim nos obriga, e tantas vezes, vezes demais, a recolher-nos dos nossos olhos, e outros resultados não sufragam em tempos próximos, quero lembrar-me só de sexo.
Durante aqueles tempos que, por razões adversas estivemos separados, devo ter batido uma média de 8/9 punhetas por cada foda que demos. As que me dão mais tesão, são as que me olhas-te em cada acto, tocando-me.
Todas, lembro-me, deram-te muito tesão. Sabes bem que só no sexo sou moderno, por isso deixei de usar gravata para que o que parece, nunca pareça. Gostas. Não existe nada mais fodido do que andar sempre com tesão, sobre o qual não tenho mão.
Damo-nos bem. Sinto-me muito bem em qualquer lado junto de ti. Brincas com os teus sorrisos para os rapazes bonitos e com os teus olhos, para as raparigas que nos falam. Pelos sorrisos das gentes, sentimos que todos gostam de nós.
Damo-nos bem. Fodemos bem, não deixando fugir nenhum tempo, mesmo no esconde-esconde da vida, sabemos que outra vida merecíamos.
Que raiva! A contenção do respirar da vida, é consentida, pela adversidade das coisas naturais, normais. Por isso sabes, que não sou naturalmente um bom homem, de coisas naturais. Não sou normal. Nunca quis ser. Gosto de ser como nasci, irreverente até me cansar de viver.
Dói. Sempre me causou dor este facto. Natural... Dasss. Recto... Dasss. Não se pode ter tudo quando se ama com tanta intensidade e grau de satisfação tão sublime.
Nunca me arrependi em qualquer momento, de ter estado tão dentro de ti.
"Um dia serei de alguém a tempo inteiro.."
O teu rosto ocupa-me inteiramente.
Quantas vezes escrevi que, queria fugir para dentro de ti? Invadir-te com fúria de te ver ininterruptamente, de não conseguir impedir-me de ficar especado a olhar-te?
Tu fazes pior. Ficas calada e deixas-te invadir. É bom.
Merda! Nunca sei se estamos a dar ou a receber.
As tuas pouquíssimas letras eram ricas, as que conseguem chegar-me. Eram. Estou sempre com a mesma conversa. Sou assim mesmo, menino maricas com aquela necessidade de amor dado com troca de salivas dentro de mim, por ti. Apetece-me gritar debaixo da língua - Cala-me, com a tua boca!
Não tenho mão na minha memória. De ti e sobre ti, só me lembro do bem. O mal, que faz falta – que me fizeste – escapa-me, esqueço, sei, não interessa.
Esses teus olhos de água suja – quem pode cansar-se de cair neles?
De ti e porque a vida assim nos obriga, e tantas vezes, vezes demais, a recolher-nos dos nossos olhos, e outros resultados não sufragam em tempos próximos, quero lembrar-me só de sexo.
Durante aqueles tempos que, por razões adversas estivemos separados, devo ter batido uma média de 8/9 punhetas por cada foda que demos. As que me dão mais tesão, são as que me olhas-te em cada acto, tocando-me.
Todas, lembro-me, deram-te muito tesão. Sabes bem que só no sexo sou moderno, por isso deixei de usar gravata para que o que parece, nunca pareça. Gostas. Não existe nada mais fodido do que andar sempre com tesão, sobre o qual não tenho mão.
Damo-nos bem. Sinto-me muito bem em qualquer lado junto de ti. Brincas com os teus sorrisos para os rapazes bonitos e com os teus olhos, para as raparigas que nos falam. Pelos sorrisos das gentes, sentimos que todos gostam de nós.
Damo-nos bem. Fodemos bem, não deixando fugir nenhum tempo, mesmo no esconde-esconde da vida, sabemos que outra vida merecíamos.
Que raiva! A contenção do respirar da vida, é consentida, pela adversidade das coisas naturais, normais. Por isso sabes, que não sou naturalmente um bom homem, de coisas naturais. Não sou normal. Nunca quis ser. Gosto de ser como nasci, irreverente até me cansar de viver.
Dói. Sempre me causou dor este facto. Natural... Dasss. Recto... Dasss. Não se pode ter tudo quando se ama com tanta intensidade e grau de satisfação tão sublime.
Nunca me arrependi em qualquer momento, de ter estado tão dentro de ti.
Ai! Um dia querias estar toda dentro de mim. Disse aí… Não para não entrares mas, para adoçares o caminho que a virgindade é coisa de gentes normais. Eu era antes de ti. Não entraste, também não sei quando entrarás. Nesse dia achei que me perdia, para morrer em ti.
Cinquenta mil vezes nos tocamos, e sabemos, que nunca repetimos coisas iguais. Inicio, o meio e o fim, foram sempre desiguais.
Cinquenta mil vezes nos tocamos, e sabemos, que nunca repetimos coisas iguais. Inicio, o meio e o fim, foram sempre desiguais.
Quanto mais se ama, mais a vida nos é madrasta. Não chega que se goste dos cheiros ou que os espíritos estejam de feição. É necessário mais coisas boas, para que mereça a pena olhar para trás e dizer em todos os momentos, quaisquer que sejam, éramos felizes para sempre se não nos amassemos tanto.
Gosto de ser fodido por ti mas, gosto mais de sentir que só amei assim, uma vez.
Quero ser um segredo que só tu podes contar. Apareci por nada. Encontrámo-nos. Mas, nunca estás aqui. Aliás nunca estás. Nunca estamos quando queremos e, não podemos vermo-nos por aí. Estás sempre ali e nunca junto de mim.
Gosto de ser fodido por ti mas, gosto mais de sentir que só amei assim, uma vez.
Quero ser um segredo que só tu podes contar. Apareci por nada. Encontrámo-nos. Mas, nunca estás aqui. Aliás nunca estás. Nunca estamos quando queremos e, não podemos vermo-nos por aí. Estás sempre ali e nunca junto de mim.
Os segredos, esses nossos, são teus, guarda-os. Os meus, esses nossos, quero gritar ao mundo, o amor que nunca terei, mas amei. Gosto.
Lembro-me. Lembra-te. Nunca fizemos juras de amor. Talvez seja assim o “quase amor”. Estes corpos não são nossos, devem ser do “quase amor”.
Por amor, mais longe ainda. Porra, como fica longe o coração de quem procura o que sempre existiu! Dói-me, saber que estás aí e eu aqui, tão… Tão merdamente sozinho, porque sou assim assim.
Sou avassalado por ternuras, inveja, rancor, quase ódio. Se sei a quantas ando, francamente não sei porque ando assim. Num dia espero pela tarde. À tarde pelo dia seguinte. Será que, de manhã cedo, ainda haverá quem guarde, se não o meu lugar ao teu lado, ao menos uma lembrança de mim?
Infeliz de quem vive sem ti.
O mundo inteiro é muitas vezes muito pouco, para quem não está à procura de nada.
Um dia serei de alguém a tempo inteiro..
(.. 08Abr'06)
Lembro-me. Lembra-te. Nunca fizemos juras de amor. Talvez seja assim o “quase amor”. Estes corpos não são nossos, devem ser do “quase amor”.
Por amor, mais longe ainda. Porra, como fica longe o coração de quem procura o que sempre existiu! Dói-me, saber que estás aí e eu aqui, tão… Tão merdamente sozinho, porque sou assim assim.
Sou avassalado por ternuras, inveja, rancor, quase ódio. Se sei a quantas ando, francamente não sei porque ando assim. Num dia espero pela tarde. À tarde pelo dia seguinte. Será que, de manhã cedo, ainda haverá quem guarde, se não o meu lugar ao teu lado, ao menos uma lembrança de mim?
Infeliz de quem vive sem ti.
O mundo inteiro é muitas vezes muito pouco, para quem não está à procura de nada.
Um dia serei de alguém a tempo inteiro..
(.. 08Abr'06)

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