Faz bom tempo que conheço uma mulher fantástica.
Gosto muito dela, como se hoje fosse a primeira vez que a olhasse de novo e para sempre, tal foi a empatia que sofri no primeiro olhar, faz alguns tempos, algum.
Gosto muito dela, muito. Não sou tudo para ela, sei. Mas também não sei o que ela quer de mim.
Não conheço outras. Quero dizer, nunca desde esse olhar, fiz sexo com alguma mulher. É dificil sabermos, pior sentirmos, que não somos o que parecemos!
Só a quero a ela, o resto e os porquês, à muito que deixei de fazer qualquer interrogação, mas também não interessa nada.
Um dia, faz tempo, ela sabe, tive uma recaída. Doía-me a alma e quase todos os dias, o corpo.
Senti como se fugisse de algo perverso, que outros caminhos me preencheriam a alma e o corpo, ávido de estabilidade emocional e corpóreo.
Aprendi à muito que quando se gosta de alguém, nada se perdoa e tudo se pergunta. Aprendi também com dor, frustrações e muitas angustias que, quando o amor nos toca, o perdão sobressai não esgotando a positividade de qualquer relação. Por essa razão entendo os poetas que dizem - o amor dói. Gosto mais de dizer - o amor é foda.
Queria eu outro caminho, para me equilibrar a vida. Assim fiz, assim pensei, era uma boa razão, para mim.
Nesse tempo, desnudei-me na presença de outra que me deu também ela, a sua nudez ávida de mim. Assim vi, assim senti e senti-me muito bem.
No acto da entrega… Juro! Tentei ser eu próprio. Entregar-me, como ela se entregava a mim, com todos os braços abertos e as forças do gostar interior.
Não interessa para nada recordar os substantivos do momento. Quero recordar, o acto em si. Revejo-me hoje, recordo-me, esforcei-me para fazer o fácil ser fácil, mas não consegui.
Nunca essa boa mulher me deu com os pés, mas eu saí. Simplesmente saí, e fui chorar num lado qualquer, pelas estradas que escolhi, cruzando-me com outras mais estradas que, nem eram já escolhas em mim, sentindo-me perdido, parecendo-me culpado - que merda!
Outro tempo veio, e eu falei olhos nos olhos, todas aquelas palavras que me feriam o chão da boca, há mulher que amo. Em nada menti, nem a virgula omiti.
Questionei-me bastas vezes, porque sou assim?
Interrogo a minha alma, porque me fizeram assim?
Será que utilizei a outra como um teste para mim?
Gosto muito dela, como se hoje fosse a primeira vez que a olhasse de novo e para sempre, tal foi a empatia que sofri no primeiro olhar, faz alguns tempos, algum.
Gosto muito dela, muito. Não sou tudo para ela, sei. Mas também não sei o que ela quer de mim.
Não conheço outras. Quero dizer, nunca desde esse olhar, fiz sexo com alguma mulher. É dificil sabermos, pior sentirmos, que não somos o que parecemos!
Só a quero a ela, o resto e os porquês, à muito que deixei de fazer qualquer interrogação, mas também não interessa nada.
Um dia, faz tempo, ela sabe, tive uma recaída. Doía-me a alma e quase todos os dias, o corpo.
Senti como se fugisse de algo perverso, que outros caminhos me preencheriam a alma e o corpo, ávido de estabilidade emocional e corpóreo.
Aprendi à muito que quando se gosta de alguém, nada se perdoa e tudo se pergunta. Aprendi também com dor, frustrações e muitas angustias que, quando o amor nos toca, o perdão sobressai não esgotando a positividade de qualquer relação. Por essa razão entendo os poetas que dizem - o amor dói. Gosto mais de dizer - o amor é foda.
Queria eu outro caminho, para me equilibrar a vida. Assim fiz, assim pensei, era uma boa razão, para mim.
Nesse tempo, desnudei-me na presença de outra que me deu também ela, a sua nudez ávida de mim. Assim vi, assim senti e senti-me muito bem.
No acto da entrega… Juro! Tentei ser eu próprio. Entregar-me, como ela se entregava a mim, com todos os braços abertos e as forças do gostar interior.
Não interessa para nada recordar os substantivos do momento. Quero recordar, o acto em si. Revejo-me hoje, recordo-me, esforcei-me para fazer o fácil ser fácil, mas não consegui.
Nunca essa boa mulher me deu com os pés, mas eu saí. Simplesmente saí, e fui chorar num lado qualquer, pelas estradas que escolhi, cruzando-me com outras mais estradas que, nem eram já escolhas em mim, sentindo-me perdido, parecendo-me culpado - que merda!
Outro tempo veio, e eu falei olhos nos olhos, todas aquelas palavras que me feriam o chão da boca, há mulher que amo. Em nada menti, nem a virgula omiti.
Questionei-me bastas vezes, porque sou assim?
Interrogo a minha alma, porque me fizeram assim?
Será que utilizei a outra como um teste para mim?
Será que não sou tanto assim? Senti nessa altura que me tornava gente normal – merda! Tive medo, não gosto, não sou assim.
Aqui estou eu, noutro tempo, a olhar esse tempo, recordador que sou. É nestes dias que me sinto uma lástima. Estou a aprender a não olhar o que gosto, sei, que serei melhor um dia quando já for assim assim.
Não sei se conseguirei que o pacto sobreviva. O segundo, sei, esse é o melhor para ela, mas porque eu assim quis.
Não tenho outro jeito - merda, só assim sei que conseguirei que o tempo passe por nós, e tudo seja fantástico, sem perguntas e com bastos sentimentos sentidos.
Que mulher (castigo) Deus fez caminhar para mim? Que amor existe assim para a qual eu nunca quis que assim fosse? Porque gosto quando estou, e dói tanto quando fui? Quando estou o tempo foge, e tu, sei, ajudas a que isso aconteça.
Tantas coisas eu tenho falta que medito em tantas aflições. Sei que me queres mesmo eu sendo assim, mas tenho que ser à tua maneira. Até quando nunca saberei, quiçá, quando um dia outro te levar, e tu quiseres ir!
Outras recordações tenho… Quantas mulheres me escolhem e eu com esta merda de jeito, não vou ao encontro de um melhor (melhor?) abrigo? Porque não aceitar habitar com quem me chama, sofrida? Sinto o choro de menino, voltar a recordar coisas simples que não tenho, nem nunca tive. Pois... Porquê?
Outras... Em países longínquos, atrevem-se com outras coragens a gritar por mim, e eu não sei ouvir, porque o meu amor é firme, é fiel, de outro jeito, não consigo.
Sou um menino de medos. Porraaa! Tenho medos de saber as razões.
Aqui estou eu, noutro tempo, a olhar esse tempo, recordador que sou. É nestes dias que me sinto uma lástima. Estou a aprender a não olhar o que gosto, sei, que serei melhor um dia quando já for assim assim.
Não sei se conseguirei que o pacto sobreviva. O segundo, sei, esse é o melhor para ela, mas porque eu assim quis.
Não tenho outro jeito - merda, só assim sei que conseguirei que o tempo passe por nós, e tudo seja fantástico, sem perguntas e com bastos sentimentos sentidos.
Que mulher (castigo) Deus fez caminhar para mim? Que amor existe assim para a qual eu nunca quis que assim fosse? Porque gosto quando estou, e dói tanto quando fui? Quando estou o tempo foge, e tu, sei, ajudas a que isso aconteça.
Tantas coisas eu tenho falta que medito em tantas aflições. Sei que me queres mesmo eu sendo assim, mas tenho que ser à tua maneira. Até quando nunca saberei, quiçá, quando um dia outro te levar, e tu quiseres ir!
Outras recordações tenho… Quantas mulheres me escolhem e eu com esta merda de jeito, não vou ao encontro de um melhor (melhor?) abrigo? Porque não aceitar habitar com quem me chama, sofrida? Sinto o choro de menino, voltar a recordar coisas simples que não tenho, nem nunca tive. Pois... Porquê?
Outras... Em países longínquos, atrevem-se com outras coragens a gritar por mim, e eu não sei ouvir, porque o meu amor é firme, é fiel, de outro jeito, não consigo.
Sou um menino de medos. Porraaa! Tenho medos de saber as razões.
É sempre arrogante e pretensioso escrever sobre uma qualquer coisa que se viveu, sem a palavra das que olhei, ou das que me sentiram. Apenas escrevo o que foram e o que são as minhas vontades. Escrever sobre os meus sentires, sem traí-los, defini-los ou magoar. Mereço. Merece ela que, repita – sei que não estou a conseguir à maneira dela, só espero estar a conseguir bem.
(.. 01Abr'06)
(.. 01Abr'06)

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