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sábado, 29 de abril de 2006

Revelação.

As mulheres depois de chorarem, ficam com vontade de fazer amor. Ficam todas molhadas, por dentro e por fora. Nós homens, somos a toalha que está mais à mão. É assim mesmo, só um homem anormal não aproveita esse momento para dar uma foda.

As mulheres são todas diferentes. Quando se perde um homem, há outro igual ao virar da esquina. Quando se perde uma mulher, é uma vida. Os amigos arranjam-se e as mulheres também, mas as mulheres ninguém sabe como é. As mulheres sabem. Os homens pensam. As mulheres pensam que sabem. Os homens sabem que não sabem. Mas são as mulheres que acabam por ter razão.
Gosto da sensação de não chegar a parte alguma. Cada mulher é um “uno” à parte. Se calhar, é só porque as mulheres não pensam nos homens como os homens pensam nas mulheres.

“Abraçamo-nos, arfando, exaustos, suados, apertamo-nos, aconchegamo-nos e sentimo-nos fantásticamente muito bem.
Já vais em três vezes! Dizes tu.
E tu, mais de cinco… Digo.”

Lembras-te? E das quatro?
Prometemos cinco.
Sempre sete horas, no nosso tudo.

Hoje, as lágrimas caiem.
É o mal de escrever.
A dor de não te segurar.
A angustia de já não nos lembrar-mos.
Depois de tempos de lembrança e saudade.

Como dizer-te Joana? Onde encontrar as palavras que só tu mais do que qualquer outra, mereces? A Joana é o meu amor. Eu sou o amor dela.
De tudo falamos e de tudo fazemos. Morremos no nosso abraço. Um abraço uno. Falamos de fazer amor. Inventamos as nossas vidas anteriores. Esquecemo-nos de tudo. Damos as mãos. Não fazemos nada. Mas não reparamos. Estamos a esquecer-nos frequentemente. Não vamos a lado nenhum. Não podemos. Mas mesmo que pudéssemos, não iríamos. Não fazemos planos. Nem juras de amor. Não temos nada. Estamos juntos de vez em quando. É a única coisa com que nos importamos: estarmos juntos de vez enquanto, como agora estamos.
É noite. Cada um está no seu quarto. Ela não me ama como eu a amo. Mas eu também já não a amo como já a amei. Falamos como se nos amássemos mais que nunca. Nada é mais importante. Só o momento. Tudo fazemos para perpetuar um fantástico futuro. Mas porque é que o nosso amor, me foge pelas mãos?
Morre coração, sozinho, como quiseres.

O mal de fingir é que nos esquecemos da verdade.

minha joana
(.. 29Abr'06)

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