para, SRS.
Repenso a solidão contigo.
Gosto de aprender, mas não tem ninguém com vontade de me ensinar. Decifro os dias nunca a solidão. Atenta!
Gosto de aprender, mas não tem ninguém com vontade de me ensinar. Decifro os dias nunca a solidão. Atenta!
É o dia inteiro a levantar-se à tua frente. A cama onde dormes agarra-se ao teu corpo, como dizendo, aninha-te mais em mim, eu sou o teu melhor calor. Humanos foram e os que vêem, também podem ir. Acredita em mim! Eu sou a tua cama.
O primeiro movimento da manhã é o mais difícil. Buscas com os olhos outro lugar. Não são os olhos que querem olhar no teu acordar. Sim, o teu sonho, o teu silencio, a tua solidão.
Arfas! A respiração sobe ao sair-te da boca. Levantas-te num pulo? Quando?
Hoje já não é assim. És rápida, repara, mais rápida para fugires aos sonhos embrulhados em quase pesadelos. Deixámos de saber o que é um pesadelo ou um sonho. Só queremos sonhar! Dormir mais um momento, certos dias. Tomas um duche gelado, acreditas que te vigorará o espírito que ainda dorme, para o dia completar. Não sabes o que fazer, porque nada tens para fazer. Tudo, pouco a pouco se vai diluindo no nada, os trabalhos, as ambições, as amizades. Resta-te cada vez menos alguém, até os Domingos ou dias de descanso, fogem-te entre os dedos da tua esperança. Os outros também se vão.
Já nada é como era! Ainda bem! Só falta acordares, para deixares de continuar a jogar esse sonho de menina.
É imbatível que não olhes as pessoas em teu redor, com um novo acordar.
Acorda! Assim eu desejo que tudo de bom te aconteça.
Hoje também acordei mais uma vez.
SRS. Repensar a solidão contigo. (2).
Estranho as coisas que sinto. Até as coisas que mais ninguém me coloca na boca!
SRS. Repensar a solidão contigo. (2).
Estranho as coisas que sinto. Até as coisas que mais ninguém me coloca na boca!
Admiro o silêncio profundo das coisas. Como as cicatrizes exteriores, revelam-nos coisas de poucos nadas. E esses nadas, revelam-nos coisas do coração. Já ninguém olha ninguém. Tudo quer olhar as coisas belas que não se consomem, porque tolhem a nossa vida no futuro. Ninguém quer saber da minha cicatriz. Hoje já não é como ontem.
A solidão nunca tem culpa. A culpa da solidão existir é de quem se cansa de ter estranhos corpos a seu lado. Estranho sou eu que não me conheço assim.
Nunca entendemos a vida (não queremos adicionar os problemas dos outros, queremos adicionar os nossos, só isso, simples), quanto mais a dos outros e o que começa como companhia, acaba em tédio assegurado. Os dias passam e o nosso umbigo cresce todos os dias. Todos os dias, cresce mais. Cada vez mais. Por isso eu gosto de ser cego para as coisas que os outros querem que eu veja.
Aos melhores, nunca vi, discussões. Ouvia sempre deles que, a vida era confortável e ainda diziam que queriam ter uma família, ver os filhos crescer. Lembro-me de uns quantos.
Aflige-me os que se separam, o não saberem onde perderam o tempo que se viveu. Se perguntarem ao espelho, resumem um instante, a nada.
A solidão nunca tem culpa. A culpa da solidão existir é de quem se cansa de ter estranhos corpos a seu lado. Estranho sou eu que não me conheço assim.
Nunca entendemos a vida (não queremos adicionar os problemas dos outros, queremos adicionar os nossos, só isso, simples), quanto mais a dos outros e o que começa como companhia, acaba em tédio assegurado. Os dias passam e o nosso umbigo cresce todos os dias. Todos os dias, cresce mais. Cada vez mais. Por isso eu gosto de ser cego para as coisas que os outros querem que eu veja.
Aos melhores, nunca vi, discussões. Ouvia sempre deles que, a vida era confortável e ainda diziam que queriam ter uma família, ver os filhos crescer. Lembro-me de uns quantos.
Aflige-me os que se separam, o não saberem onde perderam o tempo que se viveu. Se perguntarem ao espelho, resumem um instante, a nada.
Agora vivemos aos soluços. Soluço também hoje. Os jardins servem para passearmos o corpo, onde ontem as mãos se amavam. A vida que se vive já não é a mesma, dela, tua, a minha, a de tantas gentes e talvez por isso tenhamos dificuldade em nos reconhecermos.
Quando já não há sentido, já nada há que se entenda e de nada vale a pena tentar compreender o incompreensível.
À solidão preferia a pior das companhias, disse sempre eu que nunca sei o que digo e, ninguém acredita no que divago, em pensamentos menores. Riem-se os tolos. Rio-me de mim, sentindo outros risos de quem sabe que só gosto de sorrisos.
A música não se deixa aprisionar em lugar algum, pensava eu assim, para me consolar do tempo, esse, nunca se cansa, a musica não se deixa abater. Nunca aprendi a razão, mas sei que é assim. Música, enfim.
Seguido de um instante, outro instante vêem. As horas, o tempo, são indiferentes ao que quer que seja, aconteça o que acontecer, até a nós que, achamos que somos o início e o fim, do melhor que existe.
Quando já não há sentido, já nada há que se entenda e de nada vale a pena tentar compreender o incompreensível.
À solidão preferia a pior das companhias, disse sempre eu que nunca sei o que digo e, ninguém acredita no que divago, em pensamentos menores. Riem-se os tolos. Rio-me de mim, sentindo outros risos de quem sabe que só gosto de sorrisos.
A música não se deixa aprisionar em lugar algum, pensava eu assim, para me consolar do tempo, esse, nunca se cansa, a musica não se deixa abater. Nunca aprendi a razão, mas sei que é assim. Música, enfim.
Seguido de um instante, outro instante vêem. As horas, o tempo, são indiferentes ao que quer que seja, aconteça o que acontecer, até a nós que, achamos que somos o início e o fim, do melhor que existe.
O melhor é a vida. O acordar acompanhado num abraço de aroma, do corpo que ali pende todo para nós. Mas, já ninguém quer saber disso, queremos é chorar e mimos receber, sem querer-mos fazer algo para também ofertar. O umbigo ainda cresce, amordaça o nosso olhar, quiçá a nossa melhor sensibilidade.
Agora cada vez mais não tenho a certeza de nada. Por vezes os pensamentos, os novos toques, mesmo que levianos ou mentirosos, confundem-me! São actos de coragem ou de cobardia? Do nada, nada vem (!). A vida tem sentido, basta sermos mais simples, quiçá, humildes.
A solidão é vagarosa, vai como vem. Assim que tu acordares, foi-se. Tenho de acordar. Insistem tanto comigo para acordar, mas o outro lado ainda dorme, mesmo que de olhos abertos.
(.. 10Jun’07)
Agora cada vez mais não tenho a certeza de nada. Por vezes os pensamentos, os novos toques, mesmo que levianos ou mentirosos, confundem-me! São actos de coragem ou de cobardia? Do nada, nada vem (!). A vida tem sentido, basta sermos mais simples, quiçá, humildes.
A solidão é vagarosa, vai como vem. Assim que tu acordares, foi-se. Tenho de acordar. Insistem tanto comigo para acordar, mas o outro lado ainda dorme, mesmo que de olhos abertos.
(.. 10Jun’07)

1 comentário:
Hoje eu acordei diferente
Com um brilho no olhar
Um sorriso irradiante
Não tem como explicar
Esqueci de minhas brigas
De todo meu tormento
Percebi que a vida é curta
E não temos tempo a perder.
Não quero viver o passado
Vamos viver o presente
Hoje eu acordei diferente
Queria falar de amor
E é assim que vou viver
Sempre com um brilho no olhar
Mesmo sem ninguem entender.
Mesmo só... podemos ser felizes...
Existem tantas crianças, tantos velhinhos, tantos doentes...
Eu posso sempre ajudar a colocar um sorriso nos seus rostos.
Já que no meu, apenas aquela lágrima...
Rola vagarosamente por ti!
(desconheço o autor)
São sentimentos que vou passando para as minhas telas...
A 16 de Julho terei nova esposição no Salão Nobre da Camera Municipal de Porto Santo.
Élia Laranja
Membro da Comissão de Honra da Comemoração dos 15 anos da
"Abraço" em Portugal
"nenhum de nós é tão bom como todos nós"
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