Mas voltar a trás, é muito mais estranho.
Procuro não voltar a trás, tentando não desperdiçar quando sinto que o meu amor está comigo. Mesmo que possa doer muitas partes do meu corpo, mesmo que tudo pareça ao contrário, mesmo que todos digam que não deveria estar ali, luto por tudo o que amo.
Procuro não voltar a trás, tentando não desperdiçar quando sinto que o meu amor está comigo. Mesmo que possa doer muitas partes do meu corpo, mesmo que tudo pareça ao contrário, mesmo que todos digam que não deveria estar ali, luto por tudo o que amo.
Um dia, sei, vou chorar mais do que mereço, mas não fui eu que quis que as coisas acontecessem assim, sei. Faço por não voltar a trás. Dói mais, muito mais, sei.
O meu começar para garantir que não volto para trás é no primeiro dia, no primeiro encontro desse amor. Luto, o quanto for possivel.
Voltar aos braços de um antigo amor deve ser mais ou menos como reler um dos livros da nossa vida. Já o escrevi, repito-me para continuar a filosofia, a minha.
Voltar aos braços de um antigo amor deve ser mais ou menos como reler um dos livros da nossa vida. Já o escrevi, repito-me para continuar a filosofia, a minha.
Na altura foi marcante, mas depois, o tempo passa urdindo a sua teia e quando se volta ao cruzamento da felicidade, já lá puseram um sinal de sentido proibido. Pode ter sempre outro alguém no nosso lugar, muito antes de terem nos dado com os pés. Acredito que a maioria antes de partir, já realizou o engano. Outros saem, porque acreditam que existe outra vida extra que, não são o garante da verdade do próprio, no seu melhor sentido de amar.
Tive cedo esta noção de que a felicidade não se repete (não existem impossíveis). Pode até reproduzir-se, acontecer, mas sempre com um desvio ao argumento e às personagens originais onde a ideia de reprodução fiel é traída pelos sucessivos cortes em coisas que antes aconteciam e deixam depois de acontecer, além, acredito, que nada será como antes. Mais tarde, na escola, Heraclito, filosofo pré-socrático, deu-me razão: “A água não passa duas vezes debaixo da mesma ponte”, terá dito o homem. Sabemos que os homens e as mulheres – tal como os rios – podem fazer percursos sinuosos.
Muitos já escreveram, outros tentam, todos acham que podem definir o amor. Como gosto do que já li, escrito por alguém, gosto de repetir: “O amor não se escreve, quem o fizer não sabe o que é o amor”.
Penso que, quem como eu descreve o amor, é mais uma descrição sentida, vivida pelo próprio, e nunca poderá falar ou descrever o amor dos outros. É o seu amor. É o meu sentimento de momento. O amor é estranho, esquisito e baralha muito quem não o sente.
Amar é um sentimento único, mas os que não sabem o que isso é, parecemos uns doidos, tolos, seres estranhos que, vagabundam caminho em caminho, sem nexo, sem rumo.
Tive cedo esta noção de que a felicidade não se repete (não existem impossíveis). Pode até reproduzir-se, acontecer, mas sempre com um desvio ao argumento e às personagens originais onde a ideia de reprodução fiel é traída pelos sucessivos cortes em coisas que antes aconteciam e deixam depois de acontecer, além, acredito, que nada será como antes. Mais tarde, na escola, Heraclito, filosofo pré-socrático, deu-me razão: “A água não passa duas vezes debaixo da mesma ponte”, terá dito o homem. Sabemos que os homens e as mulheres – tal como os rios – podem fazer percursos sinuosos.
Muitos já escreveram, outros tentam, todos acham que podem definir o amor. Como gosto do que já li, escrito por alguém, gosto de repetir: “O amor não se escreve, quem o fizer não sabe o que é o amor”.
Penso que, quem como eu descreve o amor, é mais uma descrição sentida, vivida pelo próprio, e nunca poderá falar ou descrever o amor dos outros. É o seu amor. É o meu sentimento de momento. O amor é estranho, esquisito e baralha muito quem não o sente.
Amar é um sentimento único, mas os que não sabem o que isso é, parecemos uns doidos, tolos, seres estranhos que, vagabundam caminho em caminho, sem nexo, sem rumo.
Na verdade só conhecem esses caminhos quem ama. Sabemos bem, enquanto a paixão bater no coração, os caminhos não são perdidos, mas sim, todos eles sentidos.
Diria que a combinação química que envia as pessoas para o paraíso (embora o inferno seja um final tão normalíssimo como outro qualquer) é tão especial que, dificilmente admite um retorno ou conselhos de alguém, por mais amigo e de boa fé que esteja.
Diria que a combinação química que envia as pessoas para o paraíso (embora o inferno seja um final tão normalíssimo como outro qualquer) é tão especial que, dificilmente admite um retorno ou conselhos de alguém, por mais amigo e de boa fé que esteja.
O amor é estranho. Não se procura. Acontece. E se assim for, valerá a pena adquiri-lo e vive-lo de forma verdadeira com todas as forças que nos motivarem a absorve-lo.
Vale o tempo que vale, mesmo que seja um dia. No amor tudo vale a pena.
Ninguém entra num amor profundamente cheio de química, para pensar que vai acabar. Isso é remar contra a natureza do amor. O amor basta-se a si próprio, e nunca aos outros que nos cruzam os caminhos. Conselhos ao longe, porque ninguém vai entender porque amo quem amo. Na distancia, ama-se pior, tem mais dor.
Na verdade não acredito em voltas ou recuos, depois de um grande amor, que por várias razões acabou. Não quero falar sobre, e os porquês do final, não vale neste desabafo. Não acredito que a mesma pessoa ganhe um totoloto duas vezes na mesma vida. Para acontecer, é necessário um esforço anormal, para ser chamado impossível e teria que ser a DOIS.
Não existem impossíveis, mas existe a verdade. A verdade dói. Se alguém se foi, é porque as suas novas motivações soçobraram ao amor que vivia.
Li faz pouco tempo um artigo, em que uma psicóloga de nome Nancy Kalish diz que, 60 por cento das pessoas que tropeçam no primeiro amor (ou melhor amor!), voltam a apaixonar-se pelo mesmo amor. Podem até nunca esquecer, e o pior é depois fazem comparações constantes do amor anterior, com o recente. Outra, Jennifer Beer, diz que a primeira paixão (ou a maior!) pode influenciar todas as que vierem a seguir.
Vale o tempo que vale, mesmo que seja um dia. No amor tudo vale a pena.
Ninguém entra num amor profundamente cheio de química, para pensar que vai acabar. Isso é remar contra a natureza do amor. O amor basta-se a si próprio, e nunca aos outros que nos cruzam os caminhos. Conselhos ao longe, porque ninguém vai entender porque amo quem amo. Na distancia, ama-se pior, tem mais dor.
Na verdade não acredito em voltas ou recuos, depois de um grande amor, que por várias razões acabou. Não quero falar sobre, e os porquês do final, não vale neste desabafo. Não acredito que a mesma pessoa ganhe um totoloto duas vezes na mesma vida. Para acontecer, é necessário um esforço anormal, para ser chamado impossível e teria que ser a DOIS.
Não existem impossíveis, mas existe a verdade. A verdade dói. Se alguém se foi, é porque as suas novas motivações soçobraram ao amor que vivia.
Li faz pouco tempo um artigo, em que uma psicóloga de nome Nancy Kalish diz que, 60 por cento das pessoas que tropeçam no primeiro amor (ou melhor amor!), voltam a apaixonar-se pelo mesmo amor. Podem até nunca esquecer, e o pior é depois fazem comparações constantes do amor anterior, com o recente. Outra, Jennifer Beer, diz que a primeira paixão (ou a maior!) pode influenciar todas as que vierem a seguir.
No fundo, o que ela quer dizer é que uma pessoa pode andar cinquenta anos “atrás de alguém” que conheceu na sua juventude. Não valia mais ficar logo com ele?
Os caminhos são todos iguais, mas a nossa melhor metade – cara-metade, consegue fazer com que esses mesmos caminhos, se tornem diferentes, para melhor, e isso, é amar, mesmo com todas as dores do mundo, vale a pena falar sempre a verdade e ser-se fiel para sempre.
Os caminhos são todos iguais, mas a nossa melhor metade – cara-metade, consegue fazer com que esses mesmos caminhos, se tornem diferentes, para melhor, e isso, é amar, mesmo com todas as dores do mundo, vale a pena falar sempre a verdade e ser-se fiel para sempre.
(.. 12Julh'07)

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