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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Ainda existem..

.. mentiras.

Se calares como eu, deixas de mentir
!
Existem pessoas que tudo fazem para se safarem às suas ardilosas mentiras. Mentem com todos os dentes. A maioria desses, mente de boca aberta. Gostam de ter a boca aberta. Às vezes abrem demais que, até lhes vemos a cor da mentira. E continuam. Não percebem que as pessoas que vivem na boa fé, tem na distância um digno companheiro. É fácil. Dá-se um passo atrás e vemos-lhes as cuecas. Não sabem parar. Acham sempre que a razão lhes é dona.
Identifico-os com muita dificuldade, mas reconheço-lhes virtudes carnavalescas. São anjos.
São os que nunca fazem mal a ninguém. São os que levam uma vida cheia de coisas desumanas, pensando que fazem o que querem com os outros. Nada sentem, a não ser, quando estão olhos nos olhos. Frente a frente, são iluminados, conseguem transformar-se em pessoas de bem, com enormes e eloquentes palavras de coisas boas.
Aquando das despedidas lançadas, o minuto não passou e, já abriram as pernas, prontas para mais outro engano, quiçá outro palhaço. São anjos.
São espertas. Donas da manigância. Liberdade tacanha que, essa também um dia desaparece - é a genialidade que pensam ter. Ninguém sabe mais do que os anjos. Tão pouco pode referir que a mentira foi proferida. Ai se o fizermos!
Nunca mentem. Enganam. Eu e os como eu; palhaços, parvos, etc e tal somos muitas vezes vítimas desses ignóbeis anjos que projectam belezas exteriores, mesmo que envelhecidas interiormente. Tratam-nos de um modo como se, não percebêssemos nada do que queremos cegar. Calo-me qb.
Ter muitos amantes, um para cada dia da semana e um para os fds, é só obra de pessoas desconexas. Dizer que todos são amigos é testar a nossa paciência. Proferir que tudo é brincadeira é matar a verdade. Não prestam!
Só era mais um, num mundo que nunca quis acreditar. Acreditei. Por tempo que quis, um dia o mundo muda.
Quando quero fugir do mal, das coisas que me enganam e, do muito mau, afasto-me, mesmo que fique no silêncio dos meus escombros.
Sei partir e não regressar. Às vezes também sei calar-me. Não sei lidar com pessoas que mentem com vulgaridade. Acredito no amor para sempre. Na fidelidade soberana. Nos comportamentos verdadeiros. Sou do tudo ou nada. Acredito que estes defeitos em mim, fragilizam-me.
Existe muita gente que precisa de amor, mas não é vendível por abraços com cheiro.
Não sei lidar com a mentira, mas reconheço que me escuso vezes demais quando gosto. A última nem foi a pior.. já esqueci. Doeu muito aqui dentro.
Chorava sim, quando pensava que era verdade. Também pensei que podia ser minha. Afinal era um sonho irreal. Pequeno. Às vezes sonhava que o meu sonho podia ser muito desmedido. Em mim era verdadeiro. É verdadeiro. Sadio, incapaz de enganar quem eu estimava tanto.
Declinei o mundo tantas vezes. Recordei. Um dia as coisas mudam. Chega-nos tudo invertido. O que nos toca, é o equívoco. Pensava bem. Inocente. Penso diferente. Estou melhor. Assim, chorar porquê.. se nunca tive?
Não se adoece porque se quer. Mas podemos acautelar. Não quero ser um mórbido. Levanto a cabeça e adiro aos meus passos. Vivo bem no meu silêncio e no tempo.
Como já o escrevi, não acredito que se ame seja quem for e no dia seguinte, se baldeie as copiosas palavras a outro alguém que, outrora dedicámos ao nosso tudo. Os corações despegam-se, o rancor toma-o de assalto. As palavras triviais e os desejos funestos nascem.
O amor não falece, arruma-se. Arruma-se naquele lugarzinho onde dói muito. Ninguém que foi amado merece ser desacreditado. Pior, ofendido.
Não me revejo no vitupério, quando antes tive o desejo perfeito de uma vida a dois fantástica. Tão pouco obtenho amizades para dar lugar a mostragens de mediocridade.
É no tempo de mágoa que demonstramos a nossa robustez. A justeza fica desabrigada.
Quando algo de muito bom, como o amor, termina,
calar é uma boa solução.

(.. 07Jan’08)

6 comentários:

Anónimo disse...

Olá meu querido amigo. Já vi que tiveste um natal e ano novo que tanto merecias. Ainda bem para ti. Gostei muito de saber que estás bem. Sempre disse, vais conseguir. Mereces ser feliz meu querido amigo. Já agora, parabéns e que contes muitos. Felicidades. Beijos da Alexa.

Anónimo disse...

Coisa linda :) só para te desejar parabens (atrasados) e que contes muitos :) Gosto de vir aqui espreitar quando posso, principalmente saber que o teu final de ano foi recompensador e o natal feliz. Parece que ainda tens amores à perna querido amigo :) Calar é consentir, mas sei do que falas. Felicidades para ti e um grande beijo. LenaS

Anónimo disse...

apesar de tudo, adoro-te meu querido amigo, mas devias endereçar a tua missiva com nome, para não ter más interpretações. desculpa de repente pensei que o mundo tinha caído em cima de mim. calar é não dizer besteiras? :P posso dizer que sempre te amei? :))) beijo ternurento J

Anónimo disse...

Herman José: habia nexexidadi ? :P
Directo e conciso, quase a roçar a tua impulsividade, a irreverência, o teu sarcasmo que por vezes é áspero, mas és assim. Sempre foste directo. Beijo de mim alexa

Manuela Serena disse...

Manuela!

Anónimo disse...

amigo,concordo contigo. jinhos cs