Não é desistir, é só não dar importância às coisas que não merecem ter. A minha nova vida, novo tempo, novo lugar, é uma das poucas coisas que quero sentir. Olhar dentro e apaixonar-me, que seja eternamente. Mereço. Já merecia faz anos, este novo encantamento, mesmo que por vezes ainda me doa, aqui, ali, até mesmo nos pés.
Quase gosto da vida que inicio. Há dias que aceito que o tempo passe por mim. É que eu sou muito do contra, não sei o porquê, mas que gosto, gosto. Vejo-me a gostar das flores, do mar também, mas é só um acaso - creio. Mais do que isso não deve ser. Quase ninguém fala com o tempo. Quase, porque eu ainda falo. Pelo menos tento, apesar dele não me ligar nenhuma. Deve ser assim que ele nos fala, quando o Sol aparece ou a chuva nos invade a alma! Eu falo-lhe quando estou vagamente só, porque ultimamente nunca estou só. Tenho sempre a meu lado a minha querida mulher que, desenvolveu uma eterna vivacidade e sensatez que, até se tornou “expert” em me aturar. Deve ser por isso que não consigo deixar de estar tão apaixonado pela minha querida muito mulher. Deve ser. Mas eu continuo a falar com o tempo, devo gostar, pelo menos é “mais melhor” do que falar com as paredes ou, andar numa rua a falar sozinho. Falar com o tempo ninguém me repara os erros, nem ele, porque quase nunca acredito no tempo.
Quando ando na rua, vejo passar as pessoas e quase nunca as vejo parar. Agora tudo me parece muito rápido. O mundo e as pessoas têm pressa, não reconheço razão, mas de momento não me interessa. Eu já não tenho pressa, deve ser por isso que eu as olho com mais vagar e vejo a pressa delas. Em certas alturas, intrometem-se tédios entre os meus olhos, dá cabo da alma, as intromissões, e eu não gosto disso. Deve ser a ansiedade, nostalgia, saudade, tudo o que eu não quero pelo menos por ora. É melhor não insistir no olhar as pessoas, parecem-me coisas sem nexo, a pressa, delas, desfaz o tão humanos que eram – penso eu.
Esta minha nova vida, refaz conceitos que outrora tinha como certos. Um dia quis mudar o mundo e agora tenho que me desfazer das coisas com que fui construído. Mudar o mundo já não me serve para nada. Amanhem-se – é o que sinto. Do que se trata é só de deformar ligeiramente o que vai acontecendo dia-a-dia e prometer-me que não invento mais nada. Ainda me faltam muitos anos, posso olhar outras coisas e depois só quero acabar de repente.
Não sei se valeu a pena o que deixei, mas também não pergunto nada. Se valeu ou não. Há muitas coisas que são assim ou têm de ser assim. Não vale a pena pensar nelas.
Esperam-me coisas novas, isso é que sei. Decisões que ainda não quero resolver - nem pensar! Estou de férias do cansaço que me obrigaram a recolher só para mim. Cinco meses! Há muito tempo que o amor se mostrou ser algo que nem todos compreendem – nem eu. Talvez agora consiga aprender que a vida tem mais do que trabalhar para sustentar os bens materiais que me habituei a requisitar para a minha vida. O amor tem destas coisas. Digo, o amor sereno e bom. Sim meu amor, lembro-me de ti. É esta vida que levo.
Não é fácil habituar-me a mim. Nem às coisas que penso. Deformar-me vagarosamente, deve ser bom. Não posso é sofrer mais. Isso é que não.
(.. 17Julh’08)
Quase gosto da vida que inicio. Há dias que aceito que o tempo passe por mim. É que eu sou muito do contra, não sei o porquê, mas que gosto, gosto. Vejo-me a gostar das flores, do mar também, mas é só um acaso - creio. Mais do que isso não deve ser. Quase ninguém fala com o tempo. Quase, porque eu ainda falo. Pelo menos tento, apesar dele não me ligar nenhuma. Deve ser assim que ele nos fala, quando o Sol aparece ou a chuva nos invade a alma! Eu falo-lhe quando estou vagamente só, porque ultimamente nunca estou só. Tenho sempre a meu lado a minha querida mulher que, desenvolveu uma eterna vivacidade e sensatez que, até se tornou “expert” em me aturar. Deve ser por isso que não consigo deixar de estar tão apaixonado pela minha querida muito mulher. Deve ser. Mas eu continuo a falar com o tempo, devo gostar, pelo menos é “mais melhor” do que falar com as paredes ou, andar numa rua a falar sozinho. Falar com o tempo ninguém me repara os erros, nem ele, porque quase nunca acredito no tempo.
Quando ando na rua, vejo passar as pessoas e quase nunca as vejo parar. Agora tudo me parece muito rápido. O mundo e as pessoas têm pressa, não reconheço razão, mas de momento não me interessa. Eu já não tenho pressa, deve ser por isso que eu as olho com mais vagar e vejo a pressa delas. Em certas alturas, intrometem-se tédios entre os meus olhos, dá cabo da alma, as intromissões, e eu não gosto disso. Deve ser a ansiedade, nostalgia, saudade, tudo o que eu não quero pelo menos por ora. É melhor não insistir no olhar as pessoas, parecem-me coisas sem nexo, a pressa, delas, desfaz o tão humanos que eram – penso eu.
Esta minha nova vida, refaz conceitos que outrora tinha como certos. Um dia quis mudar o mundo e agora tenho que me desfazer das coisas com que fui construído. Mudar o mundo já não me serve para nada. Amanhem-se – é o que sinto. Do que se trata é só de deformar ligeiramente o que vai acontecendo dia-a-dia e prometer-me que não invento mais nada. Ainda me faltam muitos anos, posso olhar outras coisas e depois só quero acabar de repente.
Não sei se valeu a pena o que deixei, mas também não pergunto nada. Se valeu ou não. Há muitas coisas que são assim ou têm de ser assim. Não vale a pena pensar nelas.
Esperam-me coisas novas, isso é que sei. Decisões que ainda não quero resolver - nem pensar! Estou de férias do cansaço que me obrigaram a recolher só para mim. Cinco meses! Há muito tempo que o amor se mostrou ser algo que nem todos compreendem – nem eu. Talvez agora consiga aprender que a vida tem mais do que trabalhar para sustentar os bens materiais que me habituei a requisitar para a minha vida. O amor tem destas coisas. Digo, o amor sereno e bom. Sim meu amor, lembro-me de ti. É esta vida que levo.
Não é fácil habituar-me a mim. Nem às coisas que penso. Deformar-me vagarosamente, deve ser bom. Não posso é sofrer mais. Isso é que não.
(.. 17Julh’08)

1 comentário:
Voltaste ao teu melhor, ainda bem por ti, fico feliz. Já pensaste escrever um livro?rss Beijos
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