Agora sim, posso fixar a cara do mundo. De repente e fazendo um enorme esforço, não vejo nada, nem como se diz vulgarmente; nada no fundo do túnel.
Prazer? O prazer não é coisa que se possa ver. Pode ser dor! Deve ser isso. O mar, mesmo imenso na minha frente não me deixa ver, até nem o ouço. Nem os sonhos, nem os amantes, que em todos os tempos, aqui fizeram juras de amor. Mar! Não vejo nem ouço.
Não entendo. Ainda olho, mas nada. E agora até tenho tanto tempo!.. Às vezes, quando são iguais estes momentos, apetece-me retirar-me do lugar onde estou. Mas continuo a fixar o nada, apesar de noutros momentos diferentes e no mesmo lugar, sonhar que vejo um belo horizonte cheio de um mar tão azul que até dá dó de não o perceber. Dias como os de hoje, quero lá saber. Fixo o nada.
Posso começar tudo de novo outra vez. Agora tenho mais tempo para olhar. Posso repetir, ao que me parece de momento, eternamente. Mas! Talvez mudando de lugar. Talvez ali. Aqui não! Hei-de chegar lá. De momento não me importo, nem onde, nem como, nem quando. Hoje não vejo o que queria tanto ver. Entendo. Chegarei lá e logo saberei se estou cá. Agora, ainda é cedo, para fazer qualquer pergunta. Queria tanto ouvir, pelo menos o silêncio.
Acordei com um aço no peito. Qualquer movimento pode abrir o que não quero que se abra. Fico “mazé’qéto” – penso. Não estou a achar graça à paisagem. Tão pouco ao que penso de momento. É que as dores são muito estranhas. Talvez ir a um médico fosse melhor do que engolir um remédio qualquer, quiçá? Tenho "mazé" de entreter a imaginação. O tempo pára. Logo volta a arrancar, para atacar. Tenho momentos em que penso pará-lo. Um dia vou ser capaz. Tão certo como o que vejo agora, um momento.
Prazer? O prazer não é coisa que se possa ver. Pode ser dor! Deve ser isso. O mar, mesmo imenso na minha frente não me deixa ver, até nem o ouço. Nem os sonhos, nem os amantes, que em todos os tempos, aqui fizeram juras de amor. Mar! Não vejo nem ouço.
Não entendo. Ainda olho, mas nada. E agora até tenho tanto tempo!.. Às vezes, quando são iguais estes momentos, apetece-me retirar-me do lugar onde estou. Mas continuo a fixar o nada, apesar de noutros momentos diferentes e no mesmo lugar, sonhar que vejo um belo horizonte cheio de um mar tão azul que até dá dó de não o perceber. Dias como os de hoje, quero lá saber. Fixo o nada.
Posso começar tudo de novo outra vez. Agora tenho mais tempo para olhar. Posso repetir, ao que me parece de momento, eternamente. Mas! Talvez mudando de lugar. Talvez ali. Aqui não! Hei-de chegar lá. De momento não me importo, nem onde, nem como, nem quando. Hoje não vejo o que queria tanto ver. Entendo. Chegarei lá e logo saberei se estou cá. Agora, ainda é cedo, para fazer qualquer pergunta. Queria tanto ouvir, pelo menos o silêncio.
Acordei com um aço no peito. Qualquer movimento pode abrir o que não quero que se abra. Fico “mazé’qéto” – penso. Não estou a achar graça à paisagem. Tão pouco ao que penso de momento. É que as dores são muito estranhas. Talvez ir a um médico fosse melhor do que engolir um remédio qualquer, quiçá? Tenho "mazé" de entreter a imaginação. O tempo pára. Logo volta a arrancar, para atacar. Tenho momentos em que penso pará-lo. Um dia vou ser capaz. Tão certo como o que vejo agora, um momento.
Não estou doente. Não tenho dor alguma. Fecho-me com a certeza que isto há-de passar. Só estou neste momento a imaginar que vejo o que não quero ver. Imaginação? Cansaço? Névoa? Irreversibilidade? Não me perguntes nada. Quando chegar verás os meus olhos abertos. É só um momento.
Já faz algum tempo que não vejo o mar..
Outro momento.. ôdase..
(.. 16Julh’08)
Outro momento.. ôdase..
(.. 16Julh’08)

1 comentário:
Tenho dias que entendo o que escreves, tinha saudades destas. Beijo. :)
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