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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Labirinto.

Irracional de palavras. Raciocínios confusos e outras merdas desordenadas.

A vida é um caos. Aqueles que não são capazes de controlar os caprichos, estão destinados a serem controlados por eles.
Capricho.. Diz não!
Acaso.. Não planeis.
Caos.. Liberdade.


Trabalho. Eficiência. Modelos organizacionais. Modernismo, e tantas tretas que ouço e leio, que já faz dó. Tudo, dizem, para sermos mais felizes. E o tempo esgota-se, basta olharmos para trás e vermos o que já passámos.

Algum de nós quer saber destas modernices? Já pensaram um pouco nos quantos cursos modernos aparecem todos os dias (é só olharmos para qualquer jornal)? Desses que se tiram muito depressa e no final, entregam-nos um papel com muita delicadeza atestando que agora sim, somos melhores que anteriormente, e isso, nunca antes de pagarmos com o dinheiro que pertence há família, aos filhos ou ao nosso bem estar.

Pode até acontecer que depois da frequência de um desses cursos modernos as coisas melhorem para quem trabalhamos, ou para nós, mas isso vai tornar-nos mais felizes? Vai evitar que acordemos numa manhã com uma doença incurável? Evitará que a nossa mulher/marido ande por aí em caminhos impróprios? E os filhos vão ser melhores?

A nossa arrogância somada à da sociedade coloca-nos na fila dos inválidos. Vamos mantendo os sapatos a brilhar porque aprendemos que é um sinal de gente de bem e vamos sonhando que com o esforço e a nossa devoção, um dia seremos recompensados.
Bom, deixem-me perguntar uma coisa; Há aqui alguém verdadeiramente feliz? Conhecem alguém? Se há, erga a mão bem alto e muito alto, grite; EU SOU FELIZ!

Tenho as minhas dúvidas, mas são as próprias do meu labirinto - deformação. As decisões que tomamos na vida são uma porcaria. Somos previsíveis. Iguais a todos os demais. Nada é novo. Fomos ensinados a ser escravos de coisas sem qualquer valor. E quem nos rodeia, educado de igual forma, não nos pode ajudar. Temo que a maioria tenha uma vida de merda, estamos “todos” em estado de coma. A letargia também é assim. O que nos falta é paixão às coisas que fazemos ou que queremos muito fazer.

Temos "todos" falta de paixão!

Chiça! Ca'coisa! Que merda! Ôdase! Ajamos de acordo com essas paixões! Sucumbam aos caprichos! Forjem um ser novo, caramba! Façam alguma coisa antes que seja tarde demais! Digam todos os dias na frente do espalho!

NÃO ao capricho!
SIM ao acaso!
SIM ao caos!

Às vezes tenho confusões na minha cabeça e acordo com perguntas que não são minhas. Acordo e revejo-me em coisas vulgares. Aprendo que não sendo minhas, são minhas, porque fui eu que as sonhei e se as sonhei, pertencem-me - ôdase. Então, os sonhos perguntam-me; Como voltas para trás, se não sabes como perdoar?

Dizia-me um dia destes alguém, numa conversa sobre amor, que a paixão, dura no máximo três anos! Grrrrrrr.. e que para vencer, seria necessário enganar e fazer votos de abafo. Pensei e fiquei aborrecido. Não concordei, mas no tempo, verifico cada vez mais em quase todos o facto, pelo menos a vontade, o que para mim já é a morte. O mundo vive de caprichos e ilude-se - é. Abomino a condição de viver com alguém e na lufa-lufa da vida, criar paixões escondidas dentro de mim para multiplicar a existência com a pessoa com quem partilho o respirar. Viver a dois é uma luta constante de coisas boas e menos boas. Queremos ou não queremos – essa é que é essa.

No dia seguinte e nos outros, continuei a pensar sobre o assunto. Ocorre-me o facto que nos relacionamentos existem várias crises temporais! Sabemos. Leio essas coisas por aí, até revi paixões que vivi, as coincidências (se é que alguma vez tive essa coisa mais do que uma vez). É sempre difícil perceber porque raio me apaixono por uma mulher. Depois, quando sinto desvanecer, o encanto a desaparecer, pergunto! Onde está o verdadeiro amor? E os sonhos voltam. Os meus e os que acho que não são meus.

A idade tem destas merdas, a consciência incomoda-me porque fraqueja. Há uma frase que costumo dizer a mim próprio quando alguém me desperta a atenção; me faz sorrir; me faz sentir que eu sou eu (em minha opinião, o click é a carência ou a cegueira completa):
“A paixão não existe. É apenas a perfeição daquilo que eu quero para mim próprio.”

Sim, começo a acreditar que a paixão é algo muito egoísta e que acontece quando nos iludimos muito, pondo as nossas expectativas ou as coisas que mais nos agrada numa determinada pessoa, porque o sorriso bonito fez acontecer e facilitou. Ou o olhar profundo entrou dentro, e fraquejamos. Aí criamos a ilusão, a nossa – só pode. Depois quando o encanto se esgota, ficamos decepcionados, e ou perdidos - claro. Afinal essa pessoa não era o que pensávamos. Não falhou. Não podia, porque estivemos a por os nossos ideais na outra até à exaustão, e ela não nos adivinha! Resumo, somos muito egoístas.

Com o passar do tempo fazemos perguntas. A maioria no mínimo são estranhas porque o tempo agora é diferente. Umas desligamos. Outras conseguimos as respostas que queremos aceitar, mas outras..

..ainda não sei, é uma das coisas que ando preocupadamente a descobrir.

(.. 10Nov’08) (2)

2 comentários:

Anónimo disse...

eheheheh és um tolo amoroso com razão, mesmo que às vezes sejas confuso. Gostava de te criar palavras sublimes tão quase iguais às que me provocas pela tua leitura. Beijo

Anónimo disse...

Mudar qualquer coisa é sempre um labirinto. Gostei de te ler. Gosto-te. Beijo