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sábado, 2 de julho de 2005

O meu mundo irreal.

Hoje apetece-me, estragar tudo o que sinto e tudo o que penso do meu mundo real que eu não quero. Apetece-me não escrever direito. Apetece-me contrariar, desiludir, caprichar, desabafar e sentir-me frustrado.

Não sou nada! Não sou ninguém!
Sou, só e assim quero ser quando for grande. Continuo solitário. A solidão acompanha-me. Não tenho amigos. Não quero tê-los. Não quero que eles olhem para mim!
O meu mundo é assim mesmo. Só olho e no que olho, só vejo mulheres.
Amigo para quê, se só uma me pode salvar. Só uma me vai reconhecer na multidão. Essa sim, é a que me vai abraçar. Ela é importante para mim. Até lá, serei solitário por convicção. Ela que me encontre. Óh! Eu estou aqui mesmo na minha célebre profissão, solitário.

Outro mundo que de vez em vez olho todos parecem-me mudos de alma.

Quando entro no mundo que não quero viver, independentemente se gosto (acho que ainda são os vícios de outros tempos) ou não, sinto um bom sorriso. O encanto da idade são as provocações que se permitem as minhas amigas jovens que nos julgam fora de serviço…
A idade não é a que temos, mas a que sentimos. A inércia, espreita! Sinto-a.
Como já li em algures, o “sexo é o consolo de alguém, quando lhes falta o amor”, ahahah… sei lá se é, sei que me falta tudo. Falta-me o toque. Há muito tempo que não me tocam. Eu toco.

“Não deixes que o passado te dite quem és, faz antes uma parte da pessoa que te queres tomar”

De novo o sorriso me transforma e desfaz o meu humor.
Juro que era capaz de dar a vida por uma mulher que entrasse um, um só pouco na minha alma.
Olho tantas vezes para elas, que passam por mim sem saberem que ali estou ou o que faço aqui. Mas olham, logo não sentem que, estou pronto para viver. Sou invisível. Quero continuar a ser assim. A visibilidade é uma afronta do materialismo deste tempo. Porra, a carência é inimiga do amor! Sei, sou carente de amor e não de afectos.
O amor só tem uma única definição, a que está escrita em qualquer dicionário. Ama-se, os amigos. Ama-se, os filhos. Ama-se, as pessoas, mas em primeiro lugar, ama-se a nossa companheira ou esposa.

Decidi há muito tempo não acompanhar nenhum grupo que tivesse mais do que um único homem, eu. Tenho conseguido, mas não é fácil. Para se estar no mundo das mulheres, temos que aceitar os amigos delas. Mas, não gosto.

Vivo completamente apaixonado pelos meus sonhos. Sou um homem que só quer ser visto por uma única mulher. Até esse dia, quero viver entre elas. Eu gosto de olhá-las. Irrito-me com o mundo de hoje dos homens que tudo olham e nada sentem e quando sentem é fugaz o que olham. Nada sentem ou nada olham e assim nada dizem.

A mulher é o sexo forte, será que os homens têm “medos” de dizer isso? A mulher é forte, a mulher é inteligente, a mulher escolhe (sempre escolheu), a mulher é um ser extraordinário… a mulher é fantástica, só pode ser amada.

Sinto-me CHEIO de orgulho e FANTÁSTICAMENTE bem quando as vejo com o meu olhar. Gosto de olhá-las. Aprecio a feminilidade delas.

O meu mundo só tem sentido num mundo onde elas existem. Muitas ainda não entendem que para serem completamente mulheres, terão que ser independentes de tudo. Assim, serão mais fortes.

Gosto de olhar uma mulher que usa um bom carro, feminina qb, do seu sorriso, do seu cheiro, da sua graciosidade, seu jeito… eternamente apaixonado, pelo que olho.

Juro que morreria por uma que me olhasse!

Existe de tudo. Existe muitas coisas que não gosto. Coisas que elas pensam mas que não deviam pensar. Hoje não é tabu falar de sexo com uma mulher. Mas é tabu dizer-lhes para não terem pressa quando o fazem. Noutro tempo, o homem fazia sexo por sua vontade e prazer. A mulher amava só o prazer do seu amante, não tendo prazer.
Hoje, tenho medo que tudo tenha mudado. Elas dominam o seu (delas) prazer, esquecem-se, que eu mudei o meu prazer.

Fiz amor com muitas mulheres e fiz sexo com muito poucas. Os anos passam e não consigo entender o porquê das mulheres querem que um homem, depois de 15 / 20 minutos tem que ejacular. Irrita-me de sobremaneira o facto de não perceberem que não é na ejaculação que advém o meu prazer mas, sim na luta pelo prazer que ofereço. É o estalar dos músculos, o sentir o suor transbordar, a humidade fazendo escorregar, a saliva molhar, o sussurrar de sonhos nos ouvidos, os abraços desejados, os beijos em qualquer lado, até aquela conversa que ficou por falar da semana passada entre as pernas de um e de outro, sim, é isso o inicio do que me dá alma nos prazeres que sonho.

Hoje fico por aqui na minha frustração e desilusões. Já escrevi aqui no meu diário, vezes sem conta, repito-me: Faço sexo com um abraço.

(.. 02jul'05)

1 comentário:

SepolOm disse...

Uma relação tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil.

"É preciso ter em si mesmo suficiente confiança para não desanimar...
E desconfiança o suficiente para não fazer tolices."(Walter Waeny)

um abraço