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quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Ninguém me telefonou. (0)

As promessas do amor cumprem-se tão dificilmente. Passados dias o desejo sufoca tudo em volta por inteiro, ouve-se a custo uma só respiração.
Voltei a marcar o número de telefone. Com a voz forte. Sem interrupções e com direcção, disse-lhe, que iria para qualquer final do mundo que ela quisesse. Aguardei com os meus vícios, pacientemente. Susto refeito. Ninguém do outro lá, tocou para mim.

(.. 24Agos’06)