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domingo, 13 de agosto de 2006

História de uma mais desilusão. (11)

O nome, esse, não interessa para nada, direi no momento que tiver que o proferir a favor da minha vontade e dignidade.
Copia textos de não sei de onde para dizer que partilha mas, nunca faz ou sente que esses tenham alguma coisa a ver com ela! Nunca percebe o que lê e nunca vai entender o que lhe escrevem.
Porquê?
Porque não lhe interessa nada essas coisas!
Do tanto tempo que vivi, nunca contei mais do que uma dúzia de e-mails que recebi dela. Sabes a razão? Porque não tinha tempo para me escrever. O tempo que tinha não era nunca foi e nunca será meu mas, sim de outros, esses sim, tinham e-mails quase dados em mão e quase todos os dias. Sinal que vi, e nunca quis saber.
Certo, certo é que eu nunca pertenci ali. Servi, e quase nunca fui servido com a vontade de viver, um dia de cada vez, fui sempre mais infeliz.
A vida tem muitas coisas que outros, mesmo que nos amarrem, mesmo que nos tentem destruir, continuamos com uma força imparável, inigualável, o amor era ali e os maus-olhados foram sempre ultrapassados.
Têm um objectivo, esse que afinal não era igual ao meu. Só lhe interessava, o que não lhe atrapalhe o caminho planeado para o seu fim.
A verdade atrapalha-a. Um homem que lhe diga a verdade ou que lhe chame a atenção, mata-a, destrói-lhe a razão de ser da sua vida. Assim, um homem não lhe pode pedir responsabilidades, razoabilidade, respeito… etc. Tudo o que lhe pedir fora do seu contexto é danificar o seu orgulho. A ausência de escrúpulos foi danosa para a vida que quis vive-la, sã e douradora na nossa relação.
Só ela, têm razão! Só ela sabe o que quer! Só ela caminha a seu passo! Só ela pode ter qualquer relacionamento! Só ela vive na falsidade até um dia os meus olhos enxerguem coisas mais simples. É ao querer respirar que, morro desse falso oxigénio que, era de outros e nunca foram meus.
Ela pode erguer-se como mulher, num qualquer outro relacionamento, pois tudo o que faz é, a brincar. É uma defesa! Certo! Podia ter arranjado outro qualquer modo que eu seria cego decididamente.

(.. 13Ago’06)

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