O mundo falta pouco, considera-me um outro mais assassino, de! Não quero saber. Só sei que me faz lembrar outros tempos que não vivi, onde outras raças existiram para abater. Viveram vidas que nunca mereceram nem merecem.
Quiçá eu sinta o mesmo, neste hoje tempo?
Vou divagar, mereço e apetece-me.
Lembro-me quando jovem, de apelar fortemente ao não fumar. Lembro-me que ainda tinha os meus 16 anos, foi escolhido para frequentar um curso sobre “Alimentação Racional”. Curso esse na altura dada, pela empresa “Diese”. Não sei nem quero saber se ainda hoje existe. Aprendi nesse curso, que a sopa não alimentava ninguém. Aprendi que se retirássemos toda a água de uma sopa, o que ficava, caberia numa colher de sopa!!..
Ninguém vive de coisas que caibam numa colher de sopa. Isto para dizer, que aos pobres, aos irracionais, esses, comem sopa como os que mais nada tem para comer. Sim! A água é boa para qualquer humano. Mas para isso, basta-me entreabrir a boca numa torneira qualquer que me forneça a mesma.
Existia num folheto da mesma empresa um verso, português que tinha a ver com este assunto. Não me lembro. Um dia lembrar-me-ei e escreverei de novo que, uma sopa, só serve para esconder a fome que qualquer pessoa tem.
Esta vem a propósito do tabaco. Fumo. Entre 1997 a 1999 e tal, estive sem fumar. Pois, mais de dois anos. Lembro-me. Fiz e consegui, porque na altura a minha companheira fumava mais de dois maços de cigarros por dia. Eu “nunca” fumei um maço. 20 cigarros por dia.
Achei que só a força de vontade consciente, ditava as regras desse vício. Acertei. Era e continua a ser a vontade, a nossa, a de qualquer um, que dita se fumamos ou não.
Resolvi ajudá-la. Deixei de um dia para o outro de fumar.
Ela admirava-se. Admirou-se, tanto que me deu mais beijos do que eu normalmente receberia num dia qualquer.
Não fui mais feliz. Não fiquei rico. Lembro-me que ao fim de 4 meses, comprei uma prenda para mim. Um casaco de cabedal que me custou 4 meses sem fumar. Queria-o tanto e tive-o.
Não entrei no mundo das pessoas mais felizes do mundo. Não amei mais. Não fui amado mais do que já era amado. Simplesmente, continuei a viver como sempre vivi. A minha companheira nunca deixou de fumar. Não conseguiu. Olhava-me sempre com um ar muito séria, e dentro da sua alma pensava; Estás a medir forças comigo! Achas que és melhor do que eu!
Foi sempre assim que eu me vi nela. Foi sempre assim que ela me viu, como sendo um homem que faz o que quer e tem forças para fazer o que assim achar melhor para ele.
Enervou-se. Entrou em depressão. Entrou em coisas que eu nunca usara pensar que essas coisas existiam. O confronto estava iniciado sem saber a razão.
Um dia não me interessa o ano nem o mês, simplesmente simples, eram 23 horas e eu achei que estava a mais ali naquele lugar.
Foi o tabaco? Não!. Afinal porque fui escolher outro caminho pior?
Não sei. Ainda hoje penso, que todos queremos o que não deveríamos querer ou não merecemos.
Como o povo diz quando é sábio. “Se não é do “cu” é das calças”.
Não me venham com história, a quem durante mais de 8 meses viu o seu melhor amigo desaparecer deste mundo. Fumava, é certo, mas em 8 meses de IPO, vi tantas gentes morrerem sem nunca terem tocado num cigarro.
Faz mal? Faz!. É caro? É!. É ingrato? É. É tudo de ruim.
Não haverá piores vícios e mais mortíferos do que o tabaco? E vícios que atraiçoam as famílias? Companheiras? Esposas? Filhos? Etc. etc.
Vou continuar a fumar a minha média de 15/16 cigarros por dia. Quem assim me aceitar, não é este o facto que não deixarei de fazer os impossíveis de a fazer feliz para todos o sempre.
Já aqui escrevi um dia! Só uma mulher na minha vida me fez esquecer os cigarros, enquanto lhe abraçava. Essa mulher (mmp), jamais esquecerei! É uma grande mulher! Fantástica! Fez-me sempre sentir um grande homem junto dela. Nunca me pediu nada! Simplesmente simples, amou-me como sou. Assim sou eu.
Ninguém me cobrará uma coisa com outra, assim não penso da vida, mas todos nós, temos o direito de escolher. Sermos infelizes com não fumadores e felizes com os fumadores.
O médico que assistiu a morte do meu melhor amigo, disse-me; eu vejo todos os dias pulmões pretos! Não é por esse o facto que, deixo de fumar; nem de amar muito a minha mulher; nem os meus três filhos. Sei que me amam pelo que sou, não pelo que faço.
Quiçá eu sinta o mesmo, neste hoje tempo?
Vou divagar, mereço e apetece-me.
Lembro-me quando jovem, de apelar fortemente ao não fumar. Lembro-me que ainda tinha os meus 16 anos, foi escolhido para frequentar um curso sobre “Alimentação Racional”. Curso esse na altura dada, pela empresa “Diese”. Não sei nem quero saber se ainda hoje existe. Aprendi nesse curso, que a sopa não alimentava ninguém. Aprendi que se retirássemos toda a água de uma sopa, o que ficava, caberia numa colher de sopa!!..
Ninguém vive de coisas que caibam numa colher de sopa. Isto para dizer, que aos pobres, aos irracionais, esses, comem sopa como os que mais nada tem para comer. Sim! A água é boa para qualquer humano. Mas para isso, basta-me entreabrir a boca numa torneira qualquer que me forneça a mesma.
Existia num folheto da mesma empresa um verso, português que tinha a ver com este assunto. Não me lembro. Um dia lembrar-me-ei e escreverei de novo que, uma sopa, só serve para esconder a fome que qualquer pessoa tem.
Esta vem a propósito do tabaco. Fumo. Entre 1997 a 1999 e tal, estive sem fumar. Pois, mais de dois anos. Lembro-me. Fiz e consegui, porque na altura a minha companheira fumava mais de dois maços de cigarros por dia. Eu “nunca” fumei um maço. 20 cigarros por dia.
Achei que só a força de vontade consciente, ditava as regras desse vício. Acertei. Era e continua a ser a vontade, a nossa, a de qualquer um, que dita se fumamos ou não.
Resolvi ajudá-la. Deixei de um dia para o outro de fumar.
Ela admirava-se. Admirou-se, tanto que me deu mais beijos do que eu normalmente receberia num dia qualquer.
Não fui mais feliz. Não fiquei rico. Lembro-me que ao fim de 4 meses, comprei uma prenda para mim. Um casaco de cabedal que me custou 4 meses sem fumar. Queria-o tanto e tive-o.
Não entrei no mundo das pessoas mais felizes do mundo. Não amei mais. Não fui amado mais do que já era amado. Simplesmente, continuei a viver como sempre vivi. A minha companheira nunca deixou de fumar. Não conseguiu. Olhava-me sempre com um ar muito séria, e dentro da sua alma pensava; Estás a medir forças comigo! Achas que és melhor do que eu!
Foi sempre assim que eu me vi nela. Foi sempre assim que ela me viu, como sendo um homem que faz o que quer e tem forças para fazer o que assim achar melhor para ele.
Enervou-se. Entrou em depressão. Entrou em coisas que eu nunca usara pensar que essas coisas existiam. O confronto estava iniciado sem saber a razão.
Um dia não me interessa o ano nem o mês, simplesmente simples, eram 23 horas e eu achei que estava a mais ali naquele lugar.
Foi o tabaco? Não!. Afinal porque fui escolher outro caminho pior?
Não sei. Ainda hoje penso, que todos queremos o que não deveríamos querer ou não merecemos.
Como o povo diz quando é sábio. “Se não é do “cu” é das calças”.
Não me venham com história, a quem durante mais de 8 meses viu o seu melhor amigo desaparecer deste mundo. Fumava, é certo, mas em 8 meses de IPO, vi tantas gentes morrerem sem nunca terem tocado num cigarro.
Faz mal? Faz!. É caro? É!. É ingrato? É. É tudo de ruim.
Não haverá piores vícios e mais mortíferos do que o tabaco? E vícios que atraiçoam as famílias? Companheiras? Esposas? Filhos? Etc. etc.
Vou continuar a fumar a minha média de 15/16 cigarros por dia. Quem assim me aceitar, não é este o facto que não deixarei de fazer os impossíveis de a fazer feliz para todos o sempre.
Já aqui escrevi um dia! Só uma mulher na minha vida me fez esquecer os cigarros, enquanto lhe abraçava. Essa mulher (mmp), jamais esquecerei! É uma grande mulher! Fantástica! Fez-me sempre sentir um grande homem junto dela. Nunca me pediu nada! Simplesmente simples, amou-me como sou. Assim sou eu.
Ninguém me cobrará uma coisa com outra, assim não penso da vida, mas todos nós, temos o direito de escolher. Sermos infelizes com não fumadores e felizes com os fumadores.
O médico que assistiu a morte do meu melhor amigo, disse-me; eu vejo todos os dias pulmões pretos! Não é por esse o facto que, deixo de fumar; nem de amar muito a minha mulher; nem os meus três filhos. Sei que me amam pelo que sou, não pelo que faço.
Os antidepressivos, são um vício pior.. ó se são! Escondem as lágrimas! Deixamos de ser quem somos.
(.. 09Jun’07)
(.. 09Jun’07)

2 comentários:
sim... há vicios piores!
sim... quem te ama, ama aquilo que és e o que fazes.
não... não deves fumar, só porque te dá prazer. O risco de doença e sofrimento é muito superior.
não... não deves fumar. A vida pode ficar mais curta.
não... não deves fumar, o fumar tira o teu verdadeiro cheiro, o teu verdadeiro sabor.
Fumar para quê? Se um simples beijo, um simples abraço, ou uma simples conversa pode ser um vício tão mais saboroso?
Hum!?
Beijo Aluado
20/01/2006
O diagnóstico é feito numa ida de urgência ao Hospital:
"- Tens dois miomas no útero e terei de te operar o mais rápido possível... afinal o cancro no útero tem cura se detectado a tempo, isto não vai ser nada. Entretanto deixa já de fumar, porque podem surgir problemas com a anestesia geral que tenho de te aplicar."
As lágrimas rolaram...
Esqueci cigarros, esqueci amores desamores... esqueci tudo em volta da qual a minha vida tinha sido feita até então.
01/02/2006
Choro porque penso que posso não voltar a sair daquele hospital, tenho medo, sinto-me em pânico.
Chegam para me levarem para uma sala fria... gelada... (reclamei ao meu médico assistente que estava gelado... e ele respondeu que ali era o bloco operatório e tinha de ser mesmo assim.
Eu tiritava e via médicos, assistentes, enfermeiras correndo de um lado para outro preparando tudo...
Uma jovem médica anestesista extremamente simpática pegou-me na mão e fez-me várias perguntas, entre as quais... FUMA? Eu respondi que tinha fumado até 20/06/2006. Ela diz-me apenas: - Ainda bem que me avisa... Afasta-se e volta com uma seringa...
Depois, com o carinho de uma excelente profissional olha-me nos olhos e diz:
- Vou anestesiá-la! Pense numa coisa BOA mas mesmo BOA.
Eu fechei os olhos e pensei...
Acordei 4 horas mais tarde...
Estava rodeada de médicos, enfermeiras, enfim de várias pessoas que começaram logo a administrar-me morfina e outros medicamentos para que as dores passassem.
Foram dias. horas, minutos, segundos... (8) passados naquela cama de hospital.
Pensei para mim mesma que iria morrer...
Saí...
Em casa mais de um mês de recuperação... haviam-me cortado horizontalmente. Mesmo em cima da cicatriz que 19 anos antes tinha sido feita pelo mesmo médico para que o meu filho nascesse.
Na verdade entre o susto, o Hospital e a recuperação muito dolorosa, entre os tratamentos e mil e uma coisas... esqueci o "cigarro" e hoje passados que são um ano e dois meses... não voltei a fumar.
Acho que fumar ou não fumar depende de cada um.
A mim não me incomoda o cheiro a cigarro, mas voltar a pegar num cigarro sinceramente não me apetece mesmo.
A minha vida mudou totalmente.
Entrei numa menopausa precoce e muitas coisas no meu corpo mudaram.
A partir daquele momento... depois que me tirarão ovários, útero etc...
Apenas penso naquela médica que me disse "pense numa coisa boa... muito boa"
Eu pensei.
E jamais vou esquecer nem revelar em quem e o que pensei.
Élia Laranja
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