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terça-feira, 29 de julho de 2008

Não sei nada! Que pena.

Há coisas perigosas. Claro que já estive muito perto das mais perigosas que, na altura nem sabia. Recuei! Fugi! Sei lá! Acabo sempre por ter de fingir um pouco ou muito, conforme o que acho dos perigos, grandes ou pequenos. Reconheço que das gentes fujo, por isso padeço de alguma coisa, talvez seja doente! Tolo, quiçá! Algumas das gentes já não estão comigo - lembro. Mas sou assim e não sei se deva mudar. Por ora, sinto-me bem, ainda que de momento, deformar-me com os dias seja real.
Às vezes lembro-me das coisas que perdi. Mais das pessoas. Falo de coisas, as que são o nosso perigo real. Um dia percebermos que não eram perigosas - tarde. Outras, são e continuam a ser um tormento.
Falo muito de mim. Estranho é os outros nunca falarem de si. Falo em demasia. Quem não me conhece fica em pouco tempo a saber quase tudo de mim. Depois, foge ou fica. Na maior parte dos casos, ficam. É pena, fica quem "não devia". Talvez se falasse menos as que eu queria por perto ficassem mais tempo, talvez - digo eu. Sempre fui assim. Nunca sei o que me une às muitas conversas que tenho, ora falando de mim para mim, ora falando das coisas que penso saber (é que alguns acham que eu tenho manias). Não importa! A final até não sei nada. Que pena!
A maioria, gosta. Há as que se zangam muito. E as que não percebem nada das palavras. Talvez quando me sinto muito falador, sinta uma leve esperança de que a pessoa que me ouve ou finge que o faz, me leve ao caminho da esperança e me tire do desalento, ou me cubra de palavras sem que eu fique curioso para não doer tanto qualquer partida – penso eu.
Quando falo, quase quero agarrar o brilho dos olhos de quem me ouve. Até pode ser outra coisa, igual, ou sem sentido algum. O querer agarrar muito, por vezes, cria laços – é um mal meu. É que cá para mim, o tempo descobre o amor, amor desigual, aquele do primeiro dia. O tempo é danado para descobrir coisas que o coração se recusa a ver num certo momento - o primeiro. Mas a impressibilidade é que é a coisa perigosa. Quer dizer, aquela coisa dos “cliques” entre duas pessoas é que é imprevisível. Por isso não se consegue ver o perigo ou os perigos que essa coisa nos esconde. A juntar, a nossa fragilidade corrói os olhos! Poizé! Assim é tudo "mais pior".
De uma maneira ou de outra a nossa tristeza (minha), está sempre presente, eu é que finjo muito bem para que elas, as mulheres muito bonitas, não a vejam, pelo menos no primeiro dia. É que depois de passar alguns dias no meio dos abraços e beijos fugidios ou roubados, a tristeza (a minha), já não se vê, deixamos de olhar o essencial para olharmos outras coisas que passam a principais. É assim que os tais “cliques” que tantos nos apregoam, se fazem mais importantes do que deviam ser.
Há coisas a mais em nossa volta. Essa é que é essa! Pervertem-nos muito. Se fosse possível andar-mos todos nus, num deserto, sem qualquer árvore, sem qualquer nada, admirávamos as gentes sem qualquer distracção! Aí sim! Obtinha um olhar simples de uma vez por todas do azul tamanho do céu que Deus me oferece todos os dias. À poizé!
Erraria menos, quiçá! Hoje estaria a viver uma vida sem lamentos, sem subestimar qualquer espécie.
Os olhos, os meus, que reluzem da luz que resplandeces quando te vêem, seriam sempre o que tu anseias de verdade por mim, saindo tudo de ti para que não tenhamos que de novo partir para um outro lugar sem qualquer rumo, sem qualquer veleidade.
A curiosidade, irrita. A mentira, destrói. As omissões, padecem.
É que o mal só está dentro dos nossos anseios porque Deus colocou todos os órgãos criados por Ele, no seu devido lugar.

Nosso?!.. É só mau desfrute e uso.

(.. 29julh’08)

2 comentários:

Anónimo disse...

"Nosso?!.. É só mau desfrute e uso."
Verdade absoluta. Amei. Beijo

Anónimo disse...

Tenho saudades de ti. Beijos