E custa muito começar tudo do princípio sem sermos culpados de nada. Tu não és. Desejo muito que sejas feliz por mim.
Hoje foi um dia mau. Do principio do amanhecer até ao escurecer.
Hoje foi um dia mau. Do principio do amanhecer até ao escurecer.
Nós nem sequer fomos amigos. Nós sempre insistimos em permanecer absolutamente desconhecidos um do outro, tu mais do que eu, e sempre falámos como os desconhecidos. Sentíamos coisas, isso sim, mas não tínhamos sentimentos profundos e vontade de vencer as coisas do outro – no princípio, eu não era assim, até me calares os sentimentos, até as palavras sentidas que tenho por ti. No final do tempo, tu olhavas para as outras coisas que não as coisas que eu olhava. A partilha deixou-nos fora de controlo. E dizia eu que sem partilha não conseguia viver. Sem partilha, vivemos sozinhos. Falamos sozinhos. Comemos sozinhos. Fazemos coisas aviltantes sozinhos e tudo o resto é outra vida. A partilha pois. O mais natural é saber e depois esquecer, isso sim é que é natural. Mas eu nunca consigo esquecer as coisas que me afligem. Não me distraio. Dizem que este é o meu pior defeito, reparaste nisso? Acho que nunca souberam quem eram, mas sabiam de mim.
Os meus olhos são iguais aos teus, pelo menos pensava eu no princípio. Até as mãos. E o sexo? O sexo é muito importante mas não suficientemente diferente. Soube depois. Valia a pena repetir tudo desde o princípio para me segurares e eu não ter tantas dores. Estou a ter cuidado com as palavras, às vezes colam-se umas atrás das outras só porque lhes apetece e não quer dizer absolutamente nada. Às vezes põem-se na frente mas não me sinto em nada responsável.
Tu foste embora, eu fiquei porque necessito muito de ti. Mas o que penso não importa mais, como as palavras que te oferecia e tu dizias para não parar o filme. Só queria um minuto para te olhar dentro, a razão da conversa merecia isso. Só queria olhar-te. Ter a tua atenção.
Os meus olhos são iguais aos teus, pelo menos pensava eu no princípio. Até as mãos. E o sexo? O sexo é muito importante mas não suficientemente diferente. Soube depois. Valia a pena repetir tudo desde o princípio para me segurares e eu não ter tantas dores. Estou a ter cuidado com as palavras, às vezes colam-se umas atrás das outras só porque lhes apetece e não quer dizer absolutamente nada. Às vezes põem-se na frente mas não me sinto em nada responsável.
Tu foste embora, eu fiquei porque necessito muito de ti. Mas o que penso não importa mais, como as palavras que te oferecia e tu dizias para não parar o filme. Só queria um minuto para te olhar dentro, a razão da conversa merecia isso. Só queria olhar-te. Ter a tua atenção.
Preciso de ficar porque preciso de ter a minha vida dentro de ti. Quando se gosta muito, nada alivia. Pode-se chorar muito, mas é o fim, e o fim liberta as dores verdadeiras.
Agora já sei porque não consigo escrever. Agora sei. É que num tempo atrás até percebi, mas não aceitei. Agora tenho a certeza. Não me serve de nada mas tenho a certeza. Volto sempre ao princípio. Só que não é o mesmo. Escrever é uma dor tamanha que só eu acredito. Resisto ferozmente à ansiedade que tenho dentro de mim. Tudo vale a pena, até tudo o que não valeu a pena, que foi só um longo e inútil desperdício. Foi sempre assim desde o princípio, como já disse mas repito, qualquer que tenha sido o princípio, e houve muitos, se bem que já há muito que não haja nenhum, pelo contrário, mais fins, mais fracassos, pequenas mortes.
Detesto morrer. Isso foi o que senti há muito tempo e foi há bocadinho e volta a ser agora e pode vir a ser outra vez, muitas vezes, todas as vezes, porque eu morro se voltar ao princípio, é sina, é a vida miserável que me faz ser assim. São os meus medos. Arrisco a vida toda com tudo o que isso implica, ou que seja impreciso ou de estúpido e depois, volto ao princípio. Podia escrever outra coisa. O que pensei não escrevi como devia, mas isso é o meu costume e tu já tiveste tempo para me saberes adivinhar.
Quando me deixaste não fiquei sentado em nenhum jardim a olhar os pássaros. Nem viste quando me deitei na noite e chorei pelo que mais desejava. Quando me levantei, foi para te procurar e pedir para não ires, mas os pés tocaram um chão diferente, de pedra, e gelou-me o coração.
Agora já sei porque não consigo escrever. Agora sei. É que num tempo atrás até percebi, mas não aceitei. Agora tenho a certeza. Não me serve de nada mas tenho a certeza. Volto sempre ao princípio. Só que não é o mesmo. Escrever é uma dor tamanha que só eu acredito. Resisto ferozmente à ansiedade que tenho dentro de mim. Tudo vale a pena, até tudo o que não valeu a pena, que foi só um longo e inútil desperdício. Foi sempre assim desde o princípio, como já disse mas repito, qualquer que tenha sido o princípio, e houve muitos, se bem que já há muito que não haja nenhum, pelo contrário, mais fins, mais fracassos, pequenas mortes.
Detesto morrer. Isso foi o que senti há muito tempo e foi há bocadinho e volta a ser agora e pode vir a ser outra vez, muitas vezes, todas as vezes, porque eu morro se voltar ao princípio, é sina, é a vida miserável que me faz ser assim. São os meus medos. Arrisco a vida toda com tudo o que isso implica, ou que seja impreciso ou de estúpido e depois, volto ao princípio. Podia escrever outra coisa. O que pensei não escrevi como devia, mas isso é o meu costume e tu já tiveste tempo para me saberes adivinhar.
Quando me deixaste não fiquei sentado em nenhum jardim a olhar os pássaros. Nem viste quando me deitei na noite e chorei pelo que mais desejava. Quando me levantei, foi para te procurar e pedir para não ires, mas os pés tocaram um chão diferente, de pedra, e gelou-me o coração.
É insuportável para ti quando tenho “quase” sempre razão - o meu saber é parvo, não sabia calar. Mesmo quando fazia silêncio não suportavas. Repreendias-me sempre a alma, falasse ou calasse. No fundo, nós só gostávamos um pouco um do outro - gostamos mais de nós próprios, por isso nos perdemos e temos medo do dia seguinte.
Os teus cabelos a roçarem-me a face, esfumam-se. Venceste. Perdi.
(..25Out’08)
Os teus cabelos a roçarem-me a face, esfumam-se. Venceste. Perdi.
(..25Out’08)

5 comentários:
Não se perde o que nunca se teve. És um vencedor e tu sabes que eu sei que tu sabes que eu sei. Escreves lindamente quando perdes...Rsrs beijos
Ensinaste-me a ter-te no meu coração. Não sei o que estamos a fazer. Talvez Deus saiba.
Mais uma vez parabéns pela ousadia do desabafo e à sua escrita, gostei do que li. :)
És teimoso sei, meladooo uiuiiiiii inteligente idem, um bom amigo também sei que és. Mereces ser feliz é um facto, principalmente porque conquistaste a tua liberdade faz pouco tempo. Como diz o livro, segue o teu coração. Adoro-te, beijo
Li... aqui, ali, e acolá. Pensei, mas logo reflecti. Racciocinei, ponderei e vi.
Tremi e entristeci, pois agora sei que não era o que primáriamente pensei, e senti.
Tu, Jorge,que mereces e sabes bem disso,ama quem amas e quem te ama, não sei o que se passa ou passou...
Gostei particularmente do 2º comentário, diz muito em poucas palavras.Deus sabe sim.
Maravilhoso quando se ama e se é correspondido... há que fazer tudo por tudo para esse AMOR viver!
Amei, amo! Não sou amada.Talvez tenha sido, já nada sei.Isso pouco ou nada importa.
Não repitas no teu perder o verdadeiro amor...Por ti e por Deus, isso não repitas! Isso sim, não é mesmo bom repetir!
Vá... vai abraçar quem amas e te ama...Não faças o mesmo, perder o que tinha tudo para vencer!
De uma tua Amiga eterna
Sê feliz por favor!
Por ti, por ela, e porque não um pedacinho por mim?:)
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