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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Com muito amor e esperança.

Com muito amor.

Às vezes, não importa como planejo as minhas músicas. Não há uma música certa para o que vai acontecer comigo, tão pouco para as minhas decisões. Assim, a história verdadeira: "Conhecemo-nos, apaixonamo-nos e decidimos usar todo o amor para, adquirir uma casa, formar uma família, sermos uno, é a minha verdade."
Apaixonei-me por ti porque eras forte, esperta, bonita e divertida e abri mão da minha liberdade - se alguma vez a tive.
Disse-te tantas vezes: És a minha alegria de viver. Quero casar contigo, porque és a primeira pessoa que quero ver ao acordar pela manhã e a única que quero dar um beijo de boa noite.
Na primeira vez que te vi, não imaginava a minha vida sem te abraçar. Casar, disse-te de boca muito aberta, principalmente porque, quando se ama alguém como eu te amo, casar é a única coisa a fazer.

"Nunca é tarde demais para fazermos o que podíamos ter feito."

Sou um indivíduo carente de quase tudo. Sou emotivo. Apenas peco por ultimamente quero viver a vida de forma mais racional, mas será que o mundo perdoará a minha pieguice porque tenho o coração perdido por ti?
Onde anda a fogosidade que existia em mim, desapareceu? Porque?
Achei que seria diferente desta vez, mas tu nem consegues definir a palavra "estar". Se significa "não há nada" é uma afirmação verdadeira – entendo-me. Mas que aconteceria se te desse uma palavra mais difícil como "verdade"?
A questão é, gosto de ti. Sempre gostei. "Gostar." É patético. É tão insignificante. "Amar" por outro lado... que fazias com uma palavra assim – entendo-te. Gosto de ti. Mereço um curso ou grupo de "reabilitação de vida".

Perguntas-me.
- Não posso sentir saudades?
Respondo:- Sabes que não vai dar certo. Até podia dar, mas sabes tão bem, não tenho tempo para o sofrimento.

Sabes? Tive uma visão de toda a nossa vida, aquela que nunca aconteceu e pergunto-me sem resposta: O que nos aconteceu?
Tenho medo dos meus sonhos que escurecem. Tenho medo de ti. Depois de ir ao fundo fico perdido. Ainda me sinto perdido a respeito de relacionamentos. É que levo a vida demasiado a sério e sei, nunca sabemos como as coisas vão sair, mas sou assim e não sei ser de outro modo. Quando fui menino brinquei muito com carinhos etc e tal, hoje, permite-me, não brinco com a vida de ninguém.
Às vezes temos de tomar a decisão de sermos felizes. Apenas decidir. Outras vezes, os audazes, reconhecerem que pelo menos um dos dois pode ser feliz para sempre num outro lugar. As coisas nunca são como esperamos, é pena - nunca são para ninguém, não há certezas, e no inicio nunca sabemos qual a medida para medir a nossa força de carácter. A única coisa que separa uma pessoa de outra é que no final, alguns ficam zangados, outros aceitam o que acontece.

É estranho, sabes? Tudo parecia que ia dar certo.
O tempo esgota-se e eu estou cheio de dores como se estivesse ferido sem ter o prazer de uma cicatriz.

Gostaria muito que fosses feliz por mim.

(..24Out’08)