Liguei-me misturando o meu no teu corpo e tu abraças-me como eu gosto de sentir essa dor. Tocas-me nos pontos certos não como um Cupido qualquer mas como obra do desejo por saciar e eu senti-me bem, ejaculando na mistura dos teus dedos que me arrancaram o desejo. As tuas mãos massajam o sémen que no minuto anterior eu gritava e tu com os teus olhos me pediam. É sexo, que seja, queremos.
Gostei de sentir o teu abuso com a minha, nossa carne. Não tinha entrado. O desejo pelo teu interior é enorme mas, o tempo corre a nosso favor. Temos todo o tempo do mundo, porque não abusar dele?
Cruzei os olhos com os teus, e tu falaste-me no coração. Entendeste que a minha carne desejava a tua, pedi-te com os lábios os teus líquidos e tu abriste o corpo para mim.
Penetrei-te com a doçura da minha língua e os amantes não renegam. Senti o teu corpo entregar-se com a veluda e sensível epiderme. Minha língua tocou no teu peito, o flácido ofereceu-me a rigidez e eu mais excitei. A libido cresceu e eu chupei o mamilo que me olhava, e chupei o outro que também me fez sentir desligado do mundo que não é o meu. E gostei de rever o primeiro e de novo o outro, claro, falo dos teus dois mamilos que lhes senti o cheiro.
Senti um líquido entrar na minha boca, saboreei-o e absorvi amorosamente com a dor de sexo, e senti o teu corpo a contorcer-se. Queríamos sexo e o tempo é nosso. As tuas pernas sobrecarregavam as minhas costas e eu continuava a amargar. A boca é doce a língua é quente e o teu corpo comia o que eu lhe oferecia. Que seja sexo se isso nos faz abraçar e ter-nos.
Deixei o superior para querer provar o anterior, e desci sem que a minha língua abordasse o ar mas, sempre a vaguear a tua pele com cheiro de amor. O sexo é a minha fome e a nossa vida.
Cheguei e contorci-me, encrespei, amarguei de novo. Ali estava o que eu queria provar. O cheiro é benigno, cheira a sexo. De leve toquei na púbis sem demover o caminho.
Queria aquele momento. Quero entrar sem autorização. Quero entrar de desejo e sem olhar, senti que queríamos.
Entrei, atingi com a minha boca no que tu abriste de desejo e nunca soaste qualquer timbre para me abjurares o que não queríamos .
A minha língua agigantou e eu submergi dentro de ti. Suavemente lambi, absorvi, tudo o que era teu é agora meu e está dentro de mim.
Amei a humidade. Chupei o que tinha que absorver. A língua não parava e tu nem aceitavas. Senti ao entrar mais fundo com a minha língua que o teu corpo se oferecia de todo a mim. As tuas pernas carregadas nas minhas costas não me deixavam parar e eu senti o teu orgasmo dentro de mim. Lambi, absorvi e saboreei tudo o que me entregavas dentro de mim.
Dizes-me sussurrando, encontrei um homem que entende o partilhar o amor como partilha absoluta.
No tempo do dia oposto, tomava um banho e acontecia tudo de novo depois do acordar. Penso em ti todos os dias. Arranjo-me para ti. É em ti que penso quando me apronto todas as manhas. Na possibilidade de te encontrar, no acaso de uma esquina qualquer e porque não, se eu sou daqui e tu és mesmo daí. O mundo é tão grande como pequeno, porque não te encontrar ali?
Adormeço todas as noites desde que ouvi falar de ti, nos teus ombros estreitos de adolescente.
Nunca te vi, nunca te tive, nunca te terei e tu sabes disso.
O mundo não mudará e eu nada farei para que aconteça o que o desejo quer que aconteça. Não gosto de fazer nada e não quero fazer nada pelo que não mereço, melhor ainda, o meu amigo “o Poderoso” diz que não existes e eu acredito.
Se existir início de comunicação de verdade, teremos que partir do princípio de que o outro é autónomo e não uma extensão de nós mesmos. Assim, talvez possamos encontrar uma forma de construir uma ponte entre duas ilhas, e tu sabes como tem sido difícil comunicarmos. Eu falo e tu não entendes. Tu falas-me e eu choro.
(.. 29Out'05)
sábado, 29 de outubro de 2005
Sonho.
Leva-me para junto de ti.
O meu lugar não existe. O meu lugar não é onde penso que devia estar nem onde estou. Sei que seria bom como sei que iria gostar. Sentir-te, foi bom como era o que pensava e desejava.
Escrevinhada por:
SepolOm
às
11:22
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