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domingo, 12 de outubro de 2008

Crise Económica – O Golpe.

Nunca falei de politica no meu espaço, mas merece-me esta que diga pouca coisa sobre o assunto e é, só disto que quero desabafar, porque acredito piamente nas coisas que penso.
Há crise económica. Faz precisamente três ou mesmo quatro anos que o caminho era seguido. Todos sabíamos. Mentiram-nos. Esconderam-nos a verdade.
Não percebo nada de economia, é certo, mas nunca vou perceber as razões dos créditos concedidos na América que, ao serem oferecidos ao desbarato a quem logo no inicio do contrato já nada tinha, o país América, vá lá saber-se porquê, fez a crise chegar há nossa Europa e a Europa deixou a crise da América tocar-nos.
Os entendidos, querem que eu acredite que a crise foi por isto e por aquilo. A maioria diz que foi pelos tais créditos fáceis e de engano que se concedeu aos pobres. Os mais doutores, dizem que foram criados produtos de venda sem o mínimo de segurança. Todos dizem, doutores, políticos e outros afins, barbaridades ou coisas que nos querem fazer entrar pelos ouvidos do entendimento. Cá para mim, todos mentem. Todos sabem as verdadeiras razões, nem quero lembrar-me dos abissais vencimentos que estes que, deveriam sempre defenderem-nos, recebem mensalmente. Deviam defenderem-nos, mas não o fazem, nem o fizeram.
Por estas poucas e outras razões que não vou escrever, porque não percebo nada disto, não me distraí em qualquer leitura que ouvi e vi, jornais e televisões, ultimamente. Creio, é do meu entendimento, hoje mais do que nunca, que foi outro golpe de “génio”, feito por um grupo de terroristas num lugar qualquer.
Foi só o tempo de plantar uns quantos presidentes, administradores e subdirectores nos locais chaves. Criarem uns novos bancos aqui e ali. Oferecer produtos financeiros que nenhuma estrutura mais segura e antiga ousava criar. De resto, o tempo, faria por destruir um cada vez mais Capitalismo caduco em tempo e na história. Incrível é o Capitalismo de momento se socorrer da doutrina Comunista - Nacionalizações. Cá para mim é tudo muito estranho.
Depois das ditas torres (WTC), mais uma terceira que pouco se falou terem caído, este foi talvez o maior ataque executado e bem sucedido, perpetuado por alguém sem qualquer escrúpulo a coberto de pessoas instaladas em lugares chaves, que por dinheiro, muito dinheiro, rejubilam escondidos e desculpados num lugar seguro. O tempo mostrará que não foi o que nos querem fazer acreditar. É a ingenuidade absoluta a olhos vistos em todos os sectores. Todos os nossos mais altos representantes falharam. E que bem que ganham. E que boas vidas têm. E que coisas boas os alimentam. E que boas habitações têm. Etc e tal..
A Europa continua a não falar a uma só voz. Continua separada. Fala a várias vozes, uma a cada dia. A Europa não é federal, vá-se lá saber porque ainda não o é, mas perde tempo a conseguir mais países para entrarem no seu “nosso” grupo.
Vamos ver o que vai acontecer aos que menos tem. Como se diz no meu país: “É sempre o mexilhão que mais se fode!”. Essa é que é essa.

(..12Out’08)



Nota histórica:

Crise de 1929

1
Grande Depressão, também chamada por vezes de Crise de 1929, foi uma grande recessão econômica que teve início em 1929, e que persistiu ao longo da década de 1930, terminando apenas com a Segunda Guerra Mundial. A Grande Depressão é considerada o pior e o mais longo período de recessão econômica do século XX. Este período de recessão econômica causou altas taxas de desemprego, quedas drásticas do produto interno bruto de diversos países, bem como quedas drásticas na produção industrial, preços de ações, e em praticamente todo medidor de atividade econômica, em diversos países no mundo. O dia 29 de outubro de 1929 é considerado popularmente o início da Grande Depressão, mas a produção industrial americana já havia começado a cair a partir de julho do mesmo ano, causando um período de leve recessão econômica que estendeu-se até 29 de outubro, quando valores de ações na bolsa de valores de Nova Iorque, a New York Stock Exchange, caíram drasticamente, desencadeando a Quinta-Feira Negra. Assim, milhares de acionistas perderam, literalmente da noite para o dia, grandes somas em dinheiro. Muitos perderam tudo o que tinham. Esta quebra na bolsa de valores de Nova Iorque piorou drasticamente os efeitos da recessão já existente, causando grande inflação e queda nas taxas de venda de produtos, que por sua vez obrigaram o fechamento de inúmeras empresas comerciais e industriais, elevando assim drasticamente as taxas de desemprego.
Os efeitos da Grande Depressão foram sentidos no mundo inteiro. Estes efeitos, bem como sua intensidade, variaram de país a país. Outros países, além dos Estados Unidos, que foram duramente atingidos pela Grande Depressão foram a Alemanha, Austrália, França, Itália, o Reino Unido e especialmente o Canadá. Porém, em certos países pouco industrializados naquela época, como a Argentina e o Brasil, a Grande Depressão acelerou o processo de industrialização.
Os efeitos negativos da Grande Depressão atingiram seu ápice nos Estados Unidos em 1933. Neste ano, o Presidente americano Franklin Delano Roosevelt aprovou uma série de medidas conhecidas como New Deal.
Essas políticas econômicas, adotadas quase simultaneamente por Roosevelt nos Estados Unidos e por Hjalmar Schaact na Alemanha nazista foram, 3 anos mais tarde, racionalizadas por Keynes em sua obra clássica.
O New Deal, juntamente com programas de ajuda social realizados por todos os estados americanos, ajudou a minimizar os efeitos da Depressão a partir de 1933. A maioria dos países atingidos pela Grande Depressão passaram a recuperar-se economicamente a partir de então. Em alguns países, a Grande Depressão foi um dos fatores primários que ajudaram a ascensão de regimes de extrema-direita, como os nazistas comandados por Adolf Hitler na Alemanha. O início da Segunda Guerra Mundial terminou com qualquer efeito remanescente da Grande Depressão nos principais países atingidos. (wikipedia (1).

2
Foi a primeira crise pura do capitalismo (ou crise de superprodução). As altas taxas de juro dos EUA (aliadas a uma política deflaccionista, medidas praticadas com o propósito de escoar os excedentes do seu comércio próspero - desenvolvido no pós-guerra, e dinamizado depois da crise de 1921 -, e evitar a fuga de capitais) atraem às Bolsas Americanas investimentos de todo o Mundo, resultando um surto de especulação financeira que atinge proporções desmedidas. O custo das acções ultrapassa muito o seu valor real, levando à criação de sociedades fictícias.
Simultaneamente, a progressiva automatização permite taxas de produtividade mais elevadas, e promovem-se campanhas de venda a crédito extraordinárias, para escoamento do produto.
A publicidade consegue incitar o consumo em massa, mas a oferta continua muito superior à procura, o que leva à saturação do mercado.
Nestas condições, fale a primeira empresa Inglesa, e a retirada imediata de parte dos capitais britânicos da Bolsa de Nova York marcou, a 24.10.1929, a Quinta-feira mais negra da história do capitalismo. Um avultado número de acções (sem compradores) é posto à venda, com a consequente baixa vertiginosa do seu preço. O sindicato dos banqueiros e o sistema federal intervêm, mas a deflação dos preços torna-se irreversível. A esta crise financeira alia-se assim uma económica: matérias-primas, produtos alimentares e tropicais (café, borracha, algodão) são os primeiros produtos a senti-la, mas todos os sectores, em cadeia, acabam por ser afectados. Esta quebra faz não só diminuir os rendimentos, como, consequentemente, diminui o poder de compra e aumenta o desemprego (os stocks acumulam, e a produção é restringida).
Também o comércio internacional entra em recessão, atingindo sobretudo a venda de produtos industriais.
A falência de numerosas empresas e a falta de investimentos explicam a duração da crise. O sector mais afectado foi, sem dúvida, a banca: o "crash" de Nova York provoca também a retirada de capitais americanos investidos no estrangeiro, e o clima de desconfiança que se gera leva os particulares a anularem os depósitos bancários e a praticarem o entesouramento ou a compra do ouro.
A esta crise bancária junta-se uma crise de crédito quando, em Maio de 1931, fale o principal banco austríaco (dominado pelos Rothschields) : é retirado o crédito a inúmeras empresas da Europa Central, que acabam também por falir. Nenhum País escapa às repercussões desta crise, que abala a crença no liberalismo e leva a uma crescente intervenção do Estado na actividade económica.

1 comentário:

Anónimo disse...

De certa forma concordo contigo, nunca tive o teu discernimento da vida, mas isso sabes. Beijo grande e bom. Felicidades