1
Segundo o livro, Gustav Mahler compôs a 9º. Sinfonia em agonia... fê-lo depois da morte súbita da sua jovem filha e de saber que tinha uma doença do coração incurável... e que iria morrer em breve.
A última nota é famosa. Prolonga-se por uma eternidade.
É a última pulsação de Mahler, da sua filha, da sua mulher... e de tudo o que adorava.
Prolonga-se,... acabando por... parar.
Sabem que mais?
Às vezes... às vezes, nada há a fazer.
2
Vou descansar. O sono é bom conselheiro.
- O tempo não recua, pois não? Por mais que faças... não podes fazer com que a vida ande para trás.
Hoje, ouvi a Nona Sifonia. Gostei, mais uma vez.
O que dariamos, para poder fazer o tempo andar para trás?
E o Mahler ficou-se pelo número oito? Não! Voltou a escrever uma única nota.
Valeu de alguma coisa?
3
Nunca sei o que terei feito de mau!
Uns acham que sabem.
... "Não pensas em mais ninguém a não ser em ti, pois não? Lá no fundo?
(A) - Estava a ajudar, alguém... Pensava...
Ajudaste-o porque era magnânimo. Foi por isso que a escolheste.
Um dia precisei de ti. Pedi-te que viesses... mas escolhes, sempre alguém para ajudar, não sei em quê?
Mas agora já percebo.
Compreendo que faça sentido, na tua cabeça. Consegues que qualquer causa se mostre nobre, não é?
Tu és assim. É importante que os amigos que te aparecem, sejam causas nobres das causas da tua vida. Vives para os outros, é assim que tu és... A tua segurança passa por essa atitude, deixando os que gostam de ti, ficarem um pouco mais ao lado. Nada tem valor, além daquilo que te interessa, é assim que te moves, foges dos outros, tentas encontrar-te no que os “teus” mais queridos desconhecem. Nada existe, para além dos teus ideais. Todos os outros sentimentos do mundo, os dos outros... são meros murmúrios, periclitantes. Passas por cima deles... como se não existissem... foges dos teus sentimentos... esqueces que um dia ninguém que hoje tu ajudas, te olhará, nem sequer quer saber de ti.
(A) - Mais alguma coisa?
(A) - - Não!
Só mais uma coisa.
Como nos tornamos um novo amigo e entramos para a lista das tuas causas meritórias, às quais te dedicas ardentemente?
(A) - Como?
(A) - …
(A) - Acho que tenho os meus medos, distancio-me qb para não ser de novo outra vitima do acaso!
Pára de te armares em vitima!...
(A) - Como?" …
(Penso.. 26Fev'06)
Segundo o livro, Gustav Mahler compôs a 9º. Sinfonia em agonia... fê-lo depois da morte súbita da sua jovem filha e de saber que tinha uma doença do coração incurável... e que iria morrer em breve.
A última nota é famosa. Prolonga-se por uma eternidade.
É a última pulsação de Mahler, da sua filha, da sua mulher... e de tudo o que adorava.
Prolonga-se,... acabando por... parar.
Sabem que mais?
Às vezes... às vezes, nada há a fazer.
2
Vou descansar. O sono é bom conselheiro.
- O tempo não recua, pois não? Por mais que faças... não podes fazer com que a vida ande para trás.
Hoje, ouvi a Nona Sifonia. Gostei, mais uma vez.
O que dariamos, para poder fazer o tempo andar para trás?
E o Mahler ficou-se pelo número oito? Não! Voltou a escrever uma única nota.
Valeu de alguma coisa?
3
Nunca sei o que terei feito de mau!
Uns acham que sabem.
... "Não pensas em mais ninguém a não ser em ti, pois não? Lá no fundo?
(A) - Estava a ajudar, alguém... Pensava...
Ajudaste-o porque era magnânimo. Foi por isso que a escolheste.
Um dia precisei de ti. Pedi-te que viesses... mas escolhes, sempre alguém para ajudar, não sei em quê?
Mas agora já percebo.
Compreendo que faça sentido, na tua cabeça. Consegues que qualquer causa se mostre nobre, não é?
Tu és assim. É importante que os amigos que te aparecem, sejam causas nobres das causas da tua vida. Vives para os outros, é assim que tu és... A tua segurança passa por essa atitude, deixando os que gostam de ti, ficarem um pouco mais ao lado. Nada tem valor, além daquilo que te interessa, é assim que te moves, foges dos outros, tentas encontrar-te no que os “teus” mais queridos desconhecem. Nada existe, para além dos teus ideais. Todos os outros sentimentos do mundo, os dos outros... são meros murmúrios, periclitantes. Passas por cima deles... como se não existissem... foges dos teus sentimentos... esqueces que um dia ninguém que hoje tu ajudas, te olhará, nem sequer quer saber de ti.
(A) - Mais alguma coisa?
(A) - - Não!
Só mais uma coisa.
Como nos tornamos um novo amigo e entramos para a lista das tuas causas meritórias, às quais te dedicas ardentemente?
(A) - Como?
(A) - …
(A) - Acho que tenho os meus medos, distancio-me qb para não ser de novo outra vitima do acaso!
Pára de te armares em vitima!...
(A) - Como?" …
(Penso.. 26Fev'06)

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