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quarta-feira, 15 de março de 2006

Ela deu-me “cum us pézes”.

E agora?

Ninguém gosta de ser abandonado mas, o trauma da ruptura tem cura. Dizem! Eu choro sempre e choro proporcionalmente ao que senti.
Li algumas páginas do livro best-seller “He’s Just Not That Into You” que aponta algumas dicas para ultrapassarmos (!?$#) esses momentos difíceis. Eu já fazia algumas naturalmente, apesar das mulheres me dizerem depois nas suas ressacas que, talvez eu nunca gostasse tanto assim.

Este livro está a remodelar a cabeça de muitas mulheres que, dizem elas, ter encontrado no livro, a força que necessitavam para se separarem dos homens que atormentam as suas vidas. A esta situação, muitos homens dizem-se ameaçados e injustiçados, já que o livro aconselha as mulheres a “os largarem”.

Penso que este livro não se fica só pelas mulheres. Numa qualquer ruptura, tanto os homens como mulheres, sentem-se perdidos e magoados. Como ainda não se inventou nada, o “bem-dito comprimido milagroso” de fazer esquecer tristezas no dia seguinte, há técnicas que os autores afirmam, serem eficazes para acalmar um coração despedaçado.

Bem… Algumas mais fáceis e importantes (para mim, claro)… Para, se alguma vez o abandono bater-te à porta, ficares preparado (eu ainda não me habituei pela 1001 vez). Não te esqueças! Conselhos todos dão e pensam que sabem. Nunca um conselho dado serve, para quem o ofereceu.

1. Inicia uma semana de “limpeza de influências”
Nada de contactos, seja que de espécie for, a começar hoje mesmo! Em primeiro lugar, desfaz-te do número dela. Estou a falar a sério. Apaga-o do telemóvel, do telefone de casa e da tua cabeça. Depois adiciona o e-mail dela à lista de endereços a filtrar (bloqueado). Se não o vires, não sentirás tentado em a contactar.
É claro que em determinada altura, quando fores ao bar, café onde ias etc. vais sentir-te tentado a ligar-lhe. Mas antes que essa tentação seja uma loucura, recorda três coisas más sobre ela. Parece-te estranho? Talvez, mas resulta e poupas uns euros para telefonares a outra.
“Por todas as coisas boas que te venham à cabeça, pensa numa muito má. Verás que sem notares percebes que as negativas são em maior número do que as positivas, e a tua aversão a ela consegue superar a nostalgia provocada pela separação. As coisas negativas tendem a ficar mais frescas porque em geral elas aconteceram já perto do fim”.
Próximo passo: declarar “zona interdita” a qualquer sítio que costumavam frequentar juntos. Descobre um novo café, bar… tudo deve ser novo. É uma decisão difícil, mas lembra-te que novos lugares, vêm equipados com mulheres para as conhecer-mos.


2. Encurrala as coisas dela e queima.
Rasga todas as fotos e troca imediatamente o fundo do PC “wallpaper“ onde tens aquela foto dos dois de férias no Brasil. Há outras raparigas que ficam muito bem no teu PC.
Faz trabalho de casa. Leva a cabo uma verdadeira investigação (lembro-me de momento de uma amiga que investiga. rs) da cena do crime e apaga todas as evidências da presença dela. Deita fora (queimar, seria melhor) tudo o que já nada te interessa dela. Se houver alguma coisa para devolver, manda por correio para a mãe, nunca para a nova casa, nem para casa dela, mostra que não foi assim tão difícil (pior é que se não te desfazes, a próxima vai zangar-se contigo). Assume sem medo algum, o fim da relação.


3. Deixa de ser amigo ( A dica mais fora do comum, mas a melhor).
Por norma, a parte que abandona (as mulheres neste caso) pedem para continuarem a ser “bons amigos” após o fim da relação.
Cair nessa cilada, não! Uma mulher que de repente olha para ti e decide que vai tentar a sorte noutro lugar, não merece a tua amizade.
Esse sentimento já não faz parte do menu das virtudes a que ela um dia teve direito. Se ela insistir no assunto, dá-lhe a entender que, de momento, não estás a aceitar candidaturas ao lugar de amigo, mas que manterás o interesse dela em mente para futuras oportunidades. Podes reconsiderar a tua posição decorridos 60 dias ou mais alguns meses.

Nota: Ler, "As mulheres e o melhor amigo... O homem." (Agosto 2004)

4. Foge do fundo do copo (para quem bebe).
Nada parece melhor do que a bebida para fazer diminuir a dor de um coração magoado, mas na manhã seguinte, a dor da separação volta e traz-nos à realidade, chama-se “ressaca”.
Não te sintas tentado a fazer coisas ou a tomar atitudes que te tornem patético, melancólico ou que te levem a entrar numa luta de punhos com tudo o que te aparece na frente. A dor de cotovelo é dos que não a mereciam na verdade... continuas a ser um homem. Não te esqueças que o outro pode estar sempre melhor do que tu e provavelmente nem bebe!


5. Abraça novas outras.
Talvez comeces a achar que o destino quer fazer de ti um lobo solitário (eu sou), e isso é bom, mas uma companhia amiga num momento destes pode ajudar. Faz uma lista de três companhias femininas que gostavas de ver nos próximos dias.
“Logo após a minha ruptura, comecei a sair com amigas que já conhecia. Elas estavam mais interessadas em ouvir-me falar da separação do que os meus amigos homens, e davam-me muita atenção. A melhor parte, era ser visto por aí com qualquer delas ou todas, o que ajudou a valorizar a minha cotação.”
Cada um tem o seu jeito, mas existem coisas que temos que fazer para, seguirmos em frente mesmo que não sejam nós.

6. Mantém a energia.
Esta é uma altura fantástica para reavaliações e novos objectivos. Por isso, procura coisas novas para fazer – comer pizza não é uma actividade, nem o é chorar. Inscreve-te num ginásio, vai assistir a jogos de futebol (organiza torneios com os amigos) ou vê todos os filmes em cartaz num fds qualquer. Faz planos para saíres de casa.
“Após ter saído de casa empenhei-me em construir o meu site, para abstrair-me de algumas memórias. E resultou. Sempre que tinha pensamentos inoportunos, ia para o PC”

7. Não vivas o mesmo filme.
“A segunda rapariga com quem me envolvi após terminar o namoro, tinha o mesmo nome da minha ex.” Se já te aconteceu o mesmo, aqui fica um conselho.
“Memorizar o número dela como “nova Cristina” foi bastante sensato. Para não falar dos benefícios revigorantes de ter sexo com outra pessoa, que é bem melhor do que a variante de sexo “vamos lá salvar esta relação”. Não te atrevas a aceitar outra para tapares o vazio, ele será sempre o teu vazio e só tu o taparás.

8. Recurso definitivo, “ou tudo ou nada”.
Desaparece. Muda de telefone. Muda de casa. Muda de emprego. Muda de carro. Dissolve-te. Não lhe dês qualquer razão em resposta, porque desapareceste, consegues?
“Depois do adeus, da despedida (por vezes nem dá para despedidas), acabou, acabou!... Não existe mais qualquer razão para qualquer dialogo, só se vão magoar. Um de vós, vai tentar o tudo ou nada (geralmente o que fez e não sabe que fez ou não quer entender que fez) para o regresso da próxima edição, onde nunca mais se perdoa (fica só a aguardar a oportunidade) e só vai trazer pedras para arremesso.
Não te atormentes quando o outro lado te chamar cobarde, que não dás a cara ou outros nomes próprios do momento. Sabes que não o és, pois tiveste a coragem de fazer acontecer tudo de bom para o outro também. Não te lamentes de não quereres dar alguma justificação. As justificações não prestam para nada e só trazem mentiras e omissões cheias de dores.
Difícil mas a mais eficaz (para deixares de fumar, ou deixas ou não deixas, não existe meios termos).
Consegues?
Como eu sinto e gosto de dizer: Ou tudo ou nada.”

Não te esqueças que tu és e serás sempre tu. Não mudes. Tempera-te e amadurecerás. Nunca deixei de ser quem era, sei que um dia qualquer alguém me encontrará.

(Penso.. 15Mar'06)
Nota: Conselhos que não deves tolerar numa qualquer relação: Post "O que é que as mulheres querem de nós? Sábado, Fevereiro 25, 2006.

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