já não, assim
de todo ou em jeito
Apetece-me falar-te!
Os meus apetites
não são para outros mais dias!
Ontem já tinha fome
Palavras ditas
por gentes que nunca me olharam!
Nem as vi!
Nunca as murmurei!
Nunca as fantasiei!
Nem um cinjo eu recebi!
E que dizer,
das que nunca adoptei?
Palavras que não sejam ditas por mim
são imperfeitas
e não podem ter qualquer jeito
Sonhei-te, só a ti.
Sonhei que abrísseis o coração.
Sonhei com isso, tanto quanto o receei.
Estaria eu vivo antes de os meus olhos vos verem?
Um dia, virei bater na tua porta
Serei dor
Serei paz
De um talhe qualquer
que te confiarei a noticia
Virei
Não como estou.
Só de mim e por mim, podes
Ler-me o corpo.
Olha a minha boca! Não mexe.
Ouve o meu coração! Não bate.
Meu corpo já não treme
Entre todas as gentes que vós olhais
Não me olhas
Como outrora nos, olhávamos.
Um dia vais saber que eu já não existo.
Serei eu.
Então recordar-te-ás
que a tua oportunidade se esfumou.
O meu, nosso, único abraço.
Penso.. 07Mar'06)
terça-feira, 7 de março de 2006
Tentativa mórbida!
Um dia visitar-te-ei
Mas serei eu
Escrevinhada por:
SepolOm
às
23:39
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário