Um mundo igual a tantos outros.
O tempo e as parcas ambições de todos nós. A falta de atenção na leitura atenta de pequenos sinais no dia a dia. A falta de coragem em decisões sérias, quando estamos montados em condicionalismos de comodismo, faz-nos caminhar sempre na vida, deste e daquele, e de outro, e mais outro. E continuamos em insistir em encontrar mais outro. Viramos aqui, voltamos ali. Recuamos e poucas vezes avançamos. A vida é assim porque somos levados na maioria das vezes - apesar de não ser o nosso verdadeiro sonho que abunda todos os dias em nós, a repensamos o que nos pertence ou o que devemos fazer, em função dos que nos rodeiam. Somos condicionados pela cultura das sociedades que, nos impuseram as maiores palas de um mau burro.
E que dizer das vezes, da tentação de “começar de novo” ou de “mudar de vida” (que é tudo o que alguém imagina ao colorir, de rabisco em rabisco, o seu destino, quando não vai à procura de quem resgate a um mesmo lugar). É verdade que, logo que se olha para trás, se vê mais longe. Mas é, também, verdade que não há como crescer fazendo que o futuro seja lá atrás.
Raramente, fazemos a vida em função dos nossos sonhos ou das nossas emoções. Esses, o que conseguem, são raros e certamente os mais felizes, principalmente conseguem dominar os ímpetos dos bens materiais que todos nós, cada um à sua maneira, acham que é a maior segurança de uma vida. O conforto do bem-estar de uma vida, existe no aconchegar dos corpos, nos abraços do dia a dia, das palavras verdadeiras e calorosas que emanamos à nossa companhia.
Nada tem mais valor do que os sorrisos de uma família feliz, em que todos os seus membros oferecem os seus afectos em todos os momentos, mesmo que a televisão em casa, não seja de cores ou de última tecnologia. A casa não é bem um espaço. Nem um conjunto de recantos, de histórias ou de aconchegos. Nem, sequer, o nosso mundo. Mas, sendo assim, suponho que a maioria das pessoas tenha uma casa e... viva sem abrigo.
Reflexão:
O Sr. “X” tinha um sonho, ser feliz. Mas para ele isso implicaria deixar a mulher, os filhos e o trabalho que o consumia e lhe vincava a cara de rugas. Como o tempo não é de voltar atrás e a idade que ostenta já não está para grandes actos de coragem, resignadamente, deixou-se ficar assim, no lugar onde sempre esteve e com os mesmos sonhos desde menino. Acreditava no coração.
O tempo e as parcas ambições de todos nós. A falta de atenção na leitura atenta de pequenos sinais no dia a dia. A falta de coragem em decisões sérias, quando estamos montados em condicionalismos de comodismo, faz-nos caminhar sempre na vida, deste e daquele, e de outro, e mais outro. E continuamos em insistir em encontrar mais outro. Viramos aqui, voltamos ali. Recuamos e poucas vezes avançamos. A vida é assim porque somos levados na maioria das vezes - apesar de não ser o nosso verdadeiro sonho que abunda todos os dias em nós, a repensamos o que nos pertence ou o que devemos fazer, em função dos que nos rodeiam. Somos condicionados pela cultura das sociedades que, nos impuseram as maiores palas de um mau burro.
E que dizer das vezes, da tentação de “começar de novo” ou de “mudar de vida” (que é tudo o que alguém imagina ao colorir, de rabisco em rabisco, o seu destino, quando não vai à procura de quem resgate a um mesmo lugar). É verdade que, logo que se olha para trás, se vê mais longe. Mas é, também, verdade que não há como crescer fazendo que o futuro seja lá atrás.
Raramente, fazemos a vida em função dos nossos sonhos ou das nossas emoções. Esses, o que conseguem, são raros e certamente os mais felizes, principalmente conseguem dominar os ímpetos dos bens materiais que todos nós, cada um à sua maneira, acham que é a maior segurança de uma vida. O conforto do bem-estar de uma vida, existe no aconchegar dos corpos, nos abraços do dia a dia, das palavras verdadeiras e calorosas que emanamos à nossa companhia.
Nada tem mais valor do que os sorrisos de uma família feliz, em que todos os seus membros oferecem os seus afectos em todos os momentos, mesmo que a televisão em casa, não seja de cores ou de última tecnologia. A casa não é bem um espaço. Nem um conjunto de recantos, de histórias ou de aconchegos. Nem, sequer, o nosso mundo. Mas, sendo assim, suponho que a maioria das pessoas tenha uma casa e... viva sem abrigo.
Reflexão:
O Sr. “X” tinha um sonho, ser feliz. Mas para ele isso implicaria deixar a mulher, os filhos e o trabalho que o consumia e lhe vincava a cara de rugas. Como o tempo não é de voltar atrás e a idade que ostenta já não está para grandes actos de coragem, resignadamente, deixou-se ficar assim, no lugar onde sempre esteve e com os mesmos sonhos desde menino. Acreditava no coração.
Morreu sem o amor que sempre acreditou que existia num lugar qualquer. Um melhor mundo existia e ele sentia, sempre sentiu. Sabia que num lugar qualquer por aí, havia uma flor que ele sempre quis cuidar. Resignou-se! Aceitou ser um humano de sentires de razões. Abdicou do coração, e viveu num mundo igual a tantos outros.
(.. 18Mai’06)
(.. 18Mai’06)

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