Da Relação à Ligação.
“No momento em que você sente que já não está dependente de ninguém, uma profunda calma e um profundo silêncio instalam-se em si, um deixa-andar relaxado. Isto não significa que tenha deixado de amar. Pelo contrário, pela primeira vez você conhece uma nova qualidade, uma nova dimensão do amor – um amor que já não é biológico, um amor que está mais próximo da amizade do que qualquer outra relação. É por isso que não estou a usar a palavra amizade, porque esse “barco” (amizade) afundou muita gente.”
“Amor, Liberdade e Solidão, de Osho”.
Ainda não consigo chegar a este nível de abstracção. Talvez nem queira saber disso. Não me revejo amar uma mulher, sem amá-la biologicamente. Como sempre o disse e continuo a sentir nas minhas entranhas, não faço sexo sem amor. O meu corpo necessita de alimento, ar, horizontes, sexo, etc. continuo a amar a mulher que, amo também sexualmente. Outra coisa não sinto é-me impossível pensar de modo diferente.
O amor é um fenómeno paradoxal. Acredito! São precisos dois, inicialmente, e no final são precisos dois para existir como um. É o maior dos enigmas!
Já aqui disse, o amor, é dois em um. Melhor dizendo: 1+1=1. Esta a melhor fórmula enigmática de matemática, que eu aprendi, nascendo com ela, ainda hoje faz parte dos meus melhores sentires.
É motivo neste momento, falar de um filme que vi, já faz tempo; dois filmes em, um. “Antes de Amanhecer” e “Antes do Anoitecer” de, Richard Linklater.
Dou como conselho a visualização deste filme, para quem aprecia as coisas simples do amor, a sua linguagem, a sua simplicidade – Tudo ou nada.
Tenho alguma dificuldade em pensar, que o amor nos aparece duas ou mais vezes. Acho que a maioria nunca o sentiu - vive dos sentidos biológicos. Alguns, poucos, em qualquer tempo da sua vida, sentiram o amor, mas mesmo assim deste, a maioria deixa-o passar. Falta de coragens. Excessos de comportamentos normais, aprendizagens sociais. Outros, muito poucos, deixam o corpo na terra, subindo a sua alma, com o único amor que tiveram em toda a sua existência enquanto carne.
Eu acredito que o amor aparece a todos pelo menos uma vez na nossa vida. Aceitamos ou não. Podemos aceitá-lo nesse momento ou não, mesmo que ele nos apareça em momentos que não serão os melhores, porque não nos ensinaram a agarrar esse amor mas sim, bani-lo pela cultura que nos impuseram.
Mas… a tendência para se ser suicida no amor, tornou-se banal, quase universal. A educação, a família, os outros, e a nossa falta de sabermos ler os sinais, fazem-nos viver uma vida sem amor. O que não constitui uma forma de viver. E a razão, o motivo fundamental é que esquecemos a linguagem do amor. Não temos coragem suficiente para embarcar na aventura chamada amor. Temos muitos receios… Perdemos muito tempo em pensamentos de merda, tentando justificar com coisas banais, vulgares, claro a nós, que é tudo muito difícil. Muitos pensam: “deixa ver o que isto vai dar!” E o amor, o outro, vai, chora, e deixa-se ir no caminho que sabe que não é o seu. Esse, sabe que morre num lugar qualquer e subirá um dia com esse amor dentro do seu coração. É normal eu lembrar-me de outro filme que diz muito das vidas de muitas gentes: As Pontes de Madison County, extraordinário exemplo.
Por isso as gentes estão interessadas em sexo, porque o sexo não é arriscado. É momentâneo, não precisa de envolvimento. O amor é envolvimento, é compromisso, é trabalhoso. Não é momentâneo. Mal ganhe raízes pode ser para sempre. Pode ser um compromisso para toda a vida. O amor precisa de intimidade, e só quando tiver intimidade é que o outro se torna o espelho. Quando conhecemos sexualmente alguém, simplesmente não conhecemos nada do outro. De facto evitamos a alma do outro. Só usámos o corpo e fomos, desaparecemos… o outro usou o nosso corpo e, também se foi. Não chega a haver intimidade suficiente para revelarmos a face, o carácter de cada um.
Comigo é difícil, porque sou um rio que, todos os dias flúi.
Faço sexo num abraço com quem amo. Não me revejo de outra forma. Assim sou. Alguém teria de ser o que sou. Sou eu.
(..14Mai'06)
“No momento em que você sente que já não está dependente de ninguém, uma profunda calma e um profundo silêncio instalam-se em si, um deixa-andar relaxado. Isto não significa que tenha deixado de amar. Pelo contrário, pela primeira vez você conhece uma nova qualidade, uma nova dimensão do amor – um amor que já não é biológico, um amor que está mais próximo da amizade do que qualquer outra relação. É por isso que não estou a usar a palavra amizade, porque esse “barco” (amizade) afundou muita gente.”
“Amor, Liberdade e Solidão, de Osho”.
Ainda não consigo chegar a este nível de abstracção. Talvez nem queira saber disso. Não me revejo amar uma mulher, sem amá-la biologicamente. Como sempre o disse e continuo a sentir nas minhas entranhas, não faço sexo sem amor. O meu corpo necessita de alimento, ar, horizontes, sexo, etc. continuo a amar a mulher que, amo também sexualmente. Outra coisa não sinto é-me impossível pensar de modo diferente.
O amor é um fenómeno paradoxal. Acredito! São precisos dois, inicialmente, e no final são precisos dois para existir como um. É o maior dos enigmas!
Já aqui disse, o amor, é dois em um. Melhor dizendo: 1+1=1. Esta a melhor fórmula enigmática de matemática, que eu aprendi, nascendo com ela, ainda hoje faz parte dos meus melhores sentires.
É motivo neste momento, falar de um filme que vi, já faz tempo; dois filmes em, um. “Antes de Amanhecer” e “Antes do Anoitecer” de, Richard Linklater.
Dou como conselho a visualização deste filme, para quem aprecia as coisas simples do amor, a sua linguagem, a sua simplicidade – Tudo ou nada.
Tenho alguma dificuldade em pensar, que o amor nos aparece duas ou mais vezes. Acho que a maioria nunca o sentiu - vive dos sentidos biológicos. Alguns, poucos, em qualquer tempo da sua vida, sentiram o amor, mas mesmo assim deste, a maioria deixa-o passar. Falta de coragens. Excessos de comportamentos normais, aprendizagens sociais. Outros, muito poucos, deixam o corpo na terra, subindo a sua alma, com o único amor que tiveram em toda a sua existência enquanto carne.
Eu acredito que o amor aparece a todos pelo menos uma vez na nossa vida. Aceitamos ou não. Podemos aceitá-lo nesse momento ou não, mesmo que ele nos apareça em momentos que não serão os melhores, porque não nos ensinaram a agarrar esse amor mas sim, bani-lo pela cultura que nos impuseram.
Mas… a tendência para se ser suicida no amor, tornou-se banal, quase universal. A educação, a família, os outros, e a nossa falta de sabermos ler os sinais, fazem-nos viver uma vida sem amor. O que não constitui uma forma de viver. E a razão, o motivo fundamental é que esquecemos a linguagem do amor. Não temos coragem suficiente para embarcar na aventura chamada amor. Temos muitos receios… Perdemos muito tempo em pensamentos de merda, tentando justificar com coisas banais, vulgares, claro a nós, que é tudo muito difícil. Muitos pensam: “deixa ver o que isto vai dar!” E o amor, o outro, vai, chora, e deixa-se ir no caminho que sabe que não é o seu. Esse, sabe que morre num lugar qualquer e subirá um dia com esse amor dentro do seu coração. É normal eu lembrar-me de outro filme que diz muito das vidas de muitas gentes: As Pontes de Madison County, extraordinário exemplo.
Por isso as gentes estão interessadas em sexo, porque o sexo não é arriscado. É momentâneo, não precisa de envolvimento. O amor é envolvimento, é compromisso, é trabalhoso. Não é momentâneo. Mal ganhe raízes pode ser para sempre. Pode ser um compromisso para toda a vida. O amor precisa de intimidade, e só quando tiver intimidade é que o outro se torna o espelho. Quando conhecemos sexualmente alguém, simplesmente não conhecemos nada do outro. De facto evitamos a alma do outro. Só usámos o corpo e fomos, desaparecemos… o outro usou o nosso corpo e, também se foi. Não chega a haver intimidade suficiente para revelarmos a face, o carácter de cada um.
Comigo é difícil, porque sou um rio que, todos os dias flúi.
Faço sexo num abraço com quem amo. Não me revejo de outra forma. Assim sou. Alguém teria de ser o que sou. Sou eu.
(..14Mai'06)

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