(carta que nunca escrevi)
Este dia foi tão cheio.. Gostei menos da refeição hoje, por tua causa. Antevi a minha morte prematura. O meu desassossego. Nunca fui mais do mesmo. Mas isso já eu sabia de cor. As mulheres muito bonitas têm essa facilidade, de me fazerem essas merdas. Provocações. Entrarem em mim sem ao menos, no mínimo, pedirem licença. E eu continuo a recolher essas merdas. Sei lá porquê! Sou assim. Muito acanhado. E tu sabes o que eu sinto. O que olho. És muito bonita. Catano!
No momento que te tinha junto de mim, perdi-me. Toquei no teu aroma! Ôdase! Olhei-me! Devia estar num retiro mais casto. Até senti vontade de te ter muito. Fazer amor ali. Queria-te tanto. Beijar-te também. Na boca. Tive medo. Aquele lugar era muito público e tu não irias aceitar. Antevi. Por isso nem me despi. Nem as mãos mexeram. Os olhos, esses, os meus, fizeram tudo. Queria-te. Fiz.
Às vezes qualquer distância é melhor do que qualquer proximidade. Estamos mais à “vontadex”. Ninguém tem um braço tão enorme, para nos dar uma dor. Uma bofetada.
Por isso aqui sou eu que dito, depois escrevo. Somos nós que fazemos os futuros crescer. E tantas vezes o fazemos sem qualquer responsabilidade que até parece que do outro lado não existe mais ninguém. Fabricamos tudo menos carências. Essas, não forjamos. Pertencem-nos. “Óspois” quem paga é como todos dizem, o mexilhão. Quer dizer! Eu não! Que não sou essa coisa mole (ainda), mas sei que sou um sapo carenciado de tantas outras coisas. Por isso, e só deve ser por isso, continuo a ir ao meu charco exercitar-me. Estico os lábios muitas vezes. Às vezes até abro muito a boca. As necessárias. Poizé. Para que sim. Para as coisas acontecerem. Para sei lá eu, quiçá, continuar a ser o sapo que tenho de ser. Elas nem me olham. Outras nem me levam a sério. Brincam.
Apesar de tudo, das minhas muitas vontades, algumas não satisfeitas, tive um acabar de dia muito feliz.
Este dia foi tão cheio.. Gostei menos da refeição hoje, por tua causa. Antevi a minha morte prematura. O meu desassossego. Nunca fui mais do mesmo. Mas isso já eu sabia de cor. As mulheres muito bonitas têm essa facilidade, de me fazerem essas merdas. Provocações. Entrarem em mim sem ao menos, no mínimo, pedirem licença. E eu continuo a recolher essas merdas. Sei lá porquê! Sou assim. Muito acanhado. E tu sabes o que eu sinto. O que olho. És muito bonita. Catano!
No momento que te tinha junto de mim, perdi-me. Toquei no teu aroma! Ôdase! Olhei-me! Devia estar num retiro mais casto. Até senti vontade de te ter muito. Fazer amor ali. Queria-te tanto. Beijar-te também. Na boca. Tive medo. Aquele lugar era muito público e tu não irias aceitar. Antevi. Por isso nem me despi. Nem as mãos mexeram. Os olhos, esses, os meus, fizeram tudo. Queria-te. Fiz.
Às vezes qualquer distância é melhor do que qualquer proximidade. Estamos mais à “vontadex”. Ninguém tem um braço tão enorme, para nos dar uma dor. Uma bofetada.
Por isso aqui sou eu que dito, depois escrevo. Somos nós que fazemos os futuros crescer. E tantas vezes o fazemos sem qualquer responsabilidade que até parece que do outro lado não existe mais ninguém. Fabricamos tudo menos carências. Essas, não forjamos. Pertencem-nos. “Óspois” quem paga é como todos dizem, o mexilhão. Quer dizer! Eu não! Que não sou essa coisa mole (ainda), mas sei que sou um sapo carenciado de tantas outras coisas. Por isso, e só deve ser por isso, continuo a ir ao meu charco exercitar-me. Estico os lábios muitas vezes. Às vezes até abro muito a boca. As necessárias. Poizé. Para que sim. Para as coisas acontecerem. Para sei lá eu, quiçá, continuar a ser o sapo que tenho de ser. Elas nem me olham. Outras nem me levam a sério. Brincam.
Apesar de tudo, das minhas muitas vontades, algumas não satisfeitas, tive um acabar de dia muito feliz.
Porque sonhei mais e melhor. Porque gosto muito de sonhar assim. Só nunca sei é se sou capaz de te fazer feliz. Mereces. Muito. Porque por ti, sabes, eu faço, até admito tudo, só não sei se consigo.
Apesar do momento ruim, muito ruim, tu és uma luz fantástica. Transmites-me tanta paz.
Apesar do momento ruim, muito ruim, tu és uma luz fantástica. Transmites-me tanta paz.
Ò se gostei!.. Gostei muito. Do dia e da noite. De ti gosto-te muito. Quase que nem te dizia isso. Obrigado.
Beijo
(..de mim, para Z.. 04/Fev/2008)
Beijo
(..de mim, para Z.. 04/Fev/2008)
