(carta nº 2320)
Inicio.
Já ouve um tempo que julgava que salvava tudo e todos. Era outro. Não quero lembrar-me. Depois dos dias passarem, dei comigo a perder-me. Todo e tudo. Faz-me bem, lembrar. Às vezes mal. Esquecer-me de mim e dos meus actos é um bom início para mudar. Agora que desisti de me encontrar, dou-me melhor comigo. Não espero que gostem de mim. Quando gostavam de mim era de outra coisa que gostavam. Não posso dizer o mesmo a ti. Esta minha mania de pensar muito, vai padecer em mim. Às vezes até me sinto estranho, até tão criança. Mas gosto muito. Sou. É difícil de entender os meus vícios, a beleza principalmente. Estranho. Admiro muito os meus silêncios profundos. Quero.
Não se deve esperar uma transformação dos pensamentos em palavras, mas sim uma tradução do que muito fica perdido. Em ti. Em mim também. Mais em mim. Precisávamos de conseguir aproximar-nos do fundo de tudo, o que só se consegue quando nada se tem, nem nada se pode fazer. É um luxo para poucos. Entendo. Quero.
Vou iniciar a caminhada para e por ti. Se morrer no caminho, aceito ser lançado no charco onde tanto vivi. Em cinzas. É muito melhor. Não fica bem a um morto a pele molhada e suja. Não gosto do meu último destino que tende a ser igual a tantos outros. Não queria. Estranho-me. O que aconteceu não fica imóvel no tempo ao abandono, no qual se pode regressar sempre que se quiser e da mesma maneira. Sou um certo estranho.
Gosto. Deste meu gostar-te tanto..
Inicio.
.. de mim, beijo.
(..de mim, para Z.. 20/Fev/2008 18:39)
Inicio.
Já ouve um tempo que julgava que salvava tudo e todos. Era outro. Não quero lembrar-me. Depois dos dias passarem, dei comigo a perder-me. Todo e tudo. Faz-me bem, lembrar. Às vezes mal. Esquecer-me de mim e dos meus actos é um bom início para mudar. Agora que desisti de me encontrar, dou-me melhor comigo. Não espero que gostem de mim. Quando gostavam de mim era de outra coisa que gostavam. Não posso dizer o mesmo a ti. Esta minha mania de pensar muito, vai padecer em mim. Às vezes até me sinto estranho, até tão criança. Mas gosto muito. Sou. É difícil de entender os meus vícios, a beleza principalmente. Estranho. Admiro muito os meus silêncios profundos. Quero.
Não se deve esperar uma transformação dos pensamentos em palavras, mas sim uma tradução do que muito fica perdido. Em ti. Em mim também. Mais em mim. Precisávamos de conseguir aproximar-nos do fundo de tudo, o que só se consegue quando nada se tem, nem nada se pode fazer. É um luxo para poucos. Entendo. Quero.
Vou iniciar a caminhada para e por ti. Se morrer no caminho, aceito ser lançado no charco onde tanto vivi. Em cinzas. É muito melhor. Não fica bem a um morto a pele molhada e suja. Não gosto do meu último destino que tende a ser igual a tantos outros. Não queria. Estranho-me. O que aconteceu não fica imóvel no tempo ao abandono, no qual se pode regressar sempre que se quiser e da mesma maneira. Sou um certo estranho.
Gosto. Deste meu gostar-te tanto..
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.. de mim, beijo.
(..de mim, para Z.. 20/Fev/2008 18:39)
