(carta nº 2317)
Não devia.
Pode parecer ser tudo mentira o que sinto. O que olho. Não me importo. Não suporto o tédio. As asfixias. Tudo isto, tu já sabes. Os sonhos continuam. É como me deitar com frases a fazerem-se-me na cabeça. Não devia. Mas quero. Então é.
No outro dia, futuro próximo, convidei-te para o aniversário do meu melhor amigo. Aceitaste. Viste uma mesa de gente humilde. Qual a mais? Fácil! Nós. Não percebeste?
E eu gostei muito de ouvir as histórias que já ouvi em todos os outros tempos desde que elas nasceram, por mim. Só tu ouviste. Ninguém mais. Não devia, ser assim?
No início hesitaram. Tiveram medo como eu tenho tantas vezes. Todos eles sabem que os meus medos são mais medos de mim, do que medo de qualquer gente. Olhei os olhos. De todos. De todas. Amaram-te mais do que a mim. Arrepiei-me. Tive ciúmes. Problemático. Senti-me muito bem.
Deliciaram-se todos. Bebemos. Ouvimos mais do que falámos. Sorrimos. Sorriram. Porque nos apeteceu. Não devia.
A tarde foi fantástica. Mas aquele momento privado, impetuoso, nunca será esquecido. Será meu. Quero-o para mim. Sei que ainda falta muita coisa. Há ainda muito a melhorar. Escrevinhar os sonhos, é tão penoso como aprender a ser homem para viver.
No que eu quero pensar é nas razões da minha vida, no grande desconcerto que é a minha vida de momento e no que está por detrás dela.
És muito melhor do que eu, mas isso também já tu sabes. Esta é uma das vantagens de me por a pensar. Crio relações. Crio comparações onde antes não as havia. Não devia.
Nada tinha. Nunca tive. E de repente, tenho tudo em mim a ferver de desordens. O terrível em ter tempo para pensar é aprofundarem-se coisas que era melhor não serem aprofundadas.
No sonho escrito seguinte, fui olhar outras gentes. Até te levei pela mão. Gostei muito. Das outras gentes. Mas muito mais de ti. Não devia.
O tempo tudo consigo arrasta e hoje, cada vez mais, fico sereno ao pensar na tua serenidade.
Agora que penso nisso fui sempre um impulsivo, um ansioso, um apressado. Não devia.
Cada vez mais me convenço, porque quero, vai ser assim, sinto, até me atrevo a amar a caligrafia, que é contigo que irei encontrar a minha paz. A tua. A minha. A nossa.
Estou bem assim.
Não devia acontecer assim tão boa coisa para mim.
Quisera eu conseguir mais e melhor para ti.
Mereces.
.. de mim, beijo.
(..de mim, para Z.. 19/Fev/2008 17:05)
Não devia.
Pode parecer ser tudo mentira o que sinto. O que olho. Não me importo. Não suporto o tédio. As asfixias. Tudo isto, tu já sabes. Os sonhos continuam. É como me deitar com frases a fazerem-se-me na cabeça. Não devia. Mas quero. Então é.
No outro dia, futuro próximo, convidei-te para o aniversário do meu melhor amigo. Aceitaste. Viste uma mesa de gente humilde. Qual a mais? Fácil! Nós. Não percebeste?
E eu gostei muito de ouvir as histórias que já ouvi em todos os outros tempos desde que elas nasceram, por mim. Só tu ouviste. Ninguém mais. Não devia, ser assim?
No início hesitaram. Tiveram medo como eu tenho tantas vezes. Todos eles sabem que os meus medos são mais medos de mim, do que medo de qualquer gente. Olhei os olhos. De todos. De todas. Amaram-te mais do que a mim. Arrepiei-me. Tive ciúmes. Problemático. Senti-me muito bem.
Deliciaram-se todos. Bebemos. Ouvimos mais do que falámos. Sorrimos. Sorriram. Porque nos apeteceu. Não devia.
A tarde foi fantástica. Mas aquele momento privado, impetuoso, nunca será esquecido. Será meu. Quero-o para mim. Sei que ainda falta muita coisa. Há ainda muito a melhorar. Escrevinhar os sonhos, é tão penoso como aprender a ser homem para viver.
No que eu quero pensar é nas razões da minha vida, no grande desconcerto que é a minha vida de momento e no que está por detrás dela.
És muito melhor do que eu, mas isso também já tu sabes. Esta é uma das vantagens de me por a pensar. Crio relações. Crio comparações onde antes não as havia. Não devia.
Nada tinha. Nunca tive. E de repente, tenho tudo em mim a ferver de desordens. O terrível em ter tempo para pensar é aprofundarem-se coisas que era melhor não serem aprofundadas.
No sonho escrito seguinte, fui olhar outras gentes. Até te levei pela mão. Gostei muito. Das outras gentes. Mas muito mais de ti. Não devia.
O tempo tudo consigo arrasta e hoje, cada vez mais, fico sereno ao pensar na tua serenidade.
Agora que penso nisso fui sempre um impulsivo, um ansioso, um apressado. Não devia.
Cada vez mais me convenço, porque quero, vai ser assim, sinto, até me atrevo a amar a caligrafia, que é contigo que irei encontrar a minha paz. A tua. A minha. A nossa.
Estou bem assim.
Não devia acontecer assim tão boa coisa para mim.
Quisera eu conseguir mais e melhor para ti.
Mereces.
.. de mim, beijo.
(..de mim, para Z.. 19/Fev/2008 17:05)
