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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Cartas no tempo devido: (17)

(carta nº 2277)

Passei em silêncio. È o hábito de passar. De te querer muito. Afinal o que importa é que passo. Para mim. Não importam as palavras que escrevinho, aqui, ou ali. Gosto mesmo é de passar. Seja ali. Aqui. O lugar nem importa. Adicionar letras sem a preocupação das regras é, o melhor que amo. Também gosto de amar as minhas adições, as que te escrevo. Até passo por aqui, sem saber ao que venho. Ao que o destino me destina. Se é que mereço alguma coisa. Destino não. Nem gosto de adivinhações. Sou alérgico. Não a ti. Nunca. A minha prestação era para Sábado. Entretanto tinha de me ocupar, afugentar o tédio. Nada de grupos. Nada de misturas. Dou-me muito mal comigo, quanto mais com os outros. Gosto de passar só. Até ando só. Gosto de me observar nos vidros, só. Pelo menos comigo é assim. Estou velho das coisas estranhas que me acontecem. Não me apetece contar mais nada. Hoje, nem partes tenho. Nem peças. Para contarmos uma história, deve-se ter essas coisas todas. Pelo menos estas. Hoje, cumpri o destino do meu destino. Estou preocupado. Às vezes tenho apetites de explodir o refúgio onde estou. Desde que soube de ti. Quisera eu um dia ser o jardineiro sem sonhos. Só para ti ainda sou, permanecendo estoicamente no mesmo lugar. Quando finjo como os homens, preocupar-me por ti, fico sempre perdido.

.. de mim, beijo.

(..de mim, para Z.. 14/Fev/2008 18:52)