(carta nº 2299)
Não me apetece fazer “népias”..
A cama onde sonho contigo agarra-se a mim. Não sei o que fazer. Veio a mim, logo pela manhã este bom sentir. Tenho coisas para fazer. Mas como é meu hábito, não gosto de fazer nada. Que bom. Sorri. Quero “mazé” pensar em ti. Também vir aqui. Todos os momentos livres que me chegam, penso em ti. Devo estar muito doente. Nunca adoeci. O meu corpo ainda não está preparado para remédios. É verdade. Também não gosto nada de remédios. Abomino-os. Picas?! Morro. Se estiver a adoecer muito, quero que trates de mim. Quando não me apetece fazer nada, é o caso, nem palavras consigo conjugar. Quer dizer, conjugo menos. Quando era novo interessava-me por tudo. Menos conjugações. Gostava também do movimento das estrelas. O comportamento das mulheres. Hoje sei que ainda sei menos do que sabia. Não sei explicar o interesse que me movia nessa altura de “inverdades”. Dos sonhos brancos. Sonhos de cor azul. Até as cores verdes me faziam muita confusão. Por isso nunca quis ser de um só clube de futebol. Nesta ultima conjugação, até gostava do preto. Mas desisti. Nunca gostei de “tudo ao molho..”. Nunca gostei de misturas. Ainda não gosto. Hoje vivo aos soluços. Tropeço bastas vezes. Não consigo ser jardineiro para passear no teu corpo. Admiro o silêncio profundo das coisas. Este um predicado que me faz jus. A partir de uma certa idade a previsibilidade torna-se desinteressante. Assumo sim, que me aflige não saber para onde foi todo o tempo que já vivi. Sinto os dedos afastados entre eles. Nunca tinha reparado. Estranho estas coisas sem sentido algum. Já nada há que se entenda e de nada vale a pena tentar compreender o incompreensível. Certo certo é que neste momento não me apetece fazer nada. Sem mais nem menos, distrai-me a pensar em ti. Talvez seja esse o meu melhor destino. De mãos dadas, quero mostrar-te o mundo. Anda.
.. de mim, beijo
(..de mim, para Z.. 15/Fev/2008 19:06)
Não me apetece fazer “népias”..
A cama onde sonho contigo agarra-se a mim. Não sei o que fazer. Veio a mim, logo pela manhã este bom sentir. Tenho coisas para fazer. Mas como é meu hábito, não gosto de fazer nada. Que bom. Sorri. Quero “mazé” pensar em ti. Também vir aqui. Todos os momentos livres que me chegam, penso em ti. Devo estar muito doente. Nunca adoeci. O meu corpo ainda não está preparado para remédios. É verdade. Também não gosto nada de remédios. Abomino-os. Picas?! Morro. Se estiver a adoecer muito, quero que trates de mim. Quando não me apetece fazer nada, é o caso, nem palavras consigo conjugar. Quer dizer, conjugo menos. Quando era novo interessava-me por tudo. Menos conjugações. Gostava também do movimento das estrelas. O comportamento das mulheres. Hoje sei que ainda sei menos do que sabia. Não sei explicar o interesse que me movia nessa altura de “inverdades”. Dos sonhos brancos. Sonhos de cor azul. Até as cores verdes me faziam muita confusão. Por isso nunca quis ser de um só clube de futebol. Nesta ultima conjugação, até gostava do preto. Mas desisti. Nunca gostei de “tudo ao molho..”. Nunca gostei de misturas. Ainda não gosto. Hoje vivo aos soluços. Tropeço bastas vezes. Não consigo ser jardineiro para passear no teu corpo. Admiro o silêncio profundo das coisas. Este um predicado que me faz jus. A partir de uma certa idade a previsibilidade torna-se desinteressante. Assumo sim, que me aflige não saber para onde foi todo o tempo que já vivi. Sinto os dedos afastados entre eles. Nunca tinha reparado. Estranho estas coisas sem sentido algum. Já nada há que se entenda e de nada vale a pena tentar compreender o incompreensível. Certo certo é que neste momento não me apetece fazer nada. Sem mais nem menos, distrai-me a pensar em ti. Talvez seja esse o meu melhor destino. De mãos dadas, quero mostrar-te o mundo. Anda.
.. de mim, beijo
(..de mim, para Z.. 15/Fev/2008 19:06)
