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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Cartas no tempo devido: (16)

(carta nº 0000)

Quero saber por ti, só de ti. Não quero saber de muitas coisas. Só de ti. Por ti. Sempre amei o mundo como amo a família. Ensinaram-me. Aprendi. Talvez não ame mais ninguém, já que amar alguém me parece trazer sempre como consequência o abandono. Na verdade não quero ser abandonado, ou sentir que sempre foi essa a melhor coisa que conseguiram oferecer-me. Também o amor. Isso, o amor. Já que tudo me parece ser o mesmo do mesmo. Quer dizer, uma coisa profundamente dolorosa. Confesso que sinto algum prazer em deixar-me considerar culpado. O prazer, os outros prazeres (há tantos), reside na satisfação de uma qualquer falta. De ti e por ti, ofereço-te incondicionalmente, o meu melhor olhar sentido. .. de mim, beijo.

(..de mim, para Z.. 13/Fev/2008 17:46)